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OS IGNOR@NTES?

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros.
                      Bill Gates


                                                                                                                      Mundo afora, pesquisas têm revelado um velho e preocupante paradoxo: informação que gera ignorância.

Os americanos, novidade, são os campeões nesse terreno. Ninguém mais que eles possuem tantos e sofisticados computadores  à disposição. Ora, via on-line, realizam coisas inimagináveis.

Por outro lado, é assustador o grau de ignorância, mormente, da juventude americana. Não faz tanto tempo,  Gilberto Dimenstein, em uma de suas colunas na “Folha de São Paulo”, revelou: “um teste nacional com 22 mil alunos sobre história americana acaba de recolher um monumental besteirol”. Onde, afinal, estaria o problema? No sistema educacional capenga? Nos pais relapsos que não assumem suas responsabilidades? O fato é que o negócio anda feio, bota feio nisso!

Não se pode esconder: algo anda fora dos trilhos. Sem exagero, tal fenômeno chamo de vírus da cultura inteligente. Ingleses e franceses, para citar mais alguns exemplos, não fogem à regra. A imensa maioria dos jovens ingleses ignora, pasmemos, quem foi Winston Churchill, um dos grandes responsáveis pela destruição do nazismo na Segunda Guerra Mundial.

No Brasil, é óbvio, o quadro é ainda mais dramático. Basta ligarmos nossas televisões em um desses programinhas domingueiros, voltados para o jovem brasileiro, e confirmaremos o descalabro. A “Datafolha”, órgão de pesquisa respeitável, descobriu, entre outras coisas, o seguinte: boa parte da nossa garotada sequer sabe qual a capital do Rio Grande do Sul. 20% dos paulistas, por exemplo, acreditam que o México faz fronteira com o Brasil e quase 100%, isso mesmo, não sabem afirmar o número exato dos Estados brasileiros. É mole, companheiro!

O que vem ocorrendo nos chama a atenção para o seguinte: informação sem conhecimento crítico do mundo no qual estamos inseridos faz brotar o que alguém classificou de “geração de debilóides”. Quando muito, a meu juízo, teremos o que ouso chamar de “ignorantes informatizados”. Vale, finalizando, o alerta de Dimenstein: “Com todos os bits, chips e windows, o Brasil não criou nada que chegue aos pés de Machado de Assis, Graciliano Ramos ou Clarice Lispector”. E olha que alguns se julgam gênios.
Ary Carlos Moura Cardoso
Enviado por Ary Carlos Moura Cardoso em 29/12/2005
Reeditado em 14/10/2006
Código do texto: T91811
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ary Carlos Moura Cardoso
Palmas - Tocantins - Brasil
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Ary Carlos Moura Cardoso