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Espiritualidade e dependência química

Como provar a Fé cientificamente? É impossível, pois a Fé é pessoal, é uma experiência particular e individual que é vivenciada interiormente por cada um.
Pessoas quando aprofundam na dependência química, estão no seu todo disfuncional. Estão com comprometimentos sérios orgânicos, psicológico e neurológico. Suas relações tanto familiares e sociais se encontram abalada. Em muitos casos é desta forma que se apresenta para se tratar.
Um dos fatores essências para uma pessoa se sentir a vontade e iniciar um processo de tratamento é ter segurança onde se encontra, é também sentir-se acolhido e não discriminado no ambiente. Ainda como fator essencial é adquirir confiança no grupo ou nos coordenadores diretos.
É fundamental que se sinta a vontade com os companheiros e aos poucos possa ir se desprendendo e deixando seu comportamento fluir naturalmente. Muitas das analise deve ser feito por meio de observações comportamentais do recuperando.
É em diálogos informais, em observação da relação com seus colegas no cotidiano, nas atividades de laborterapia que temos um perfil mais preciso e um conhecimento mais amplo sobre sua personalidade, a estrutura emocional e seu comportamento. Enfim, são nas relações de convívio que podemos ter mais dados para trabalhar o recuperando.
O recuperando deve ser provocado em determinados momentos para expor alguns de seus sentimentos reprimidos, é nestes momentos que, é fundamental a espiritualidade dentro do tratamento. Algumas provocações causam sentimento de rejeição para determinadas pessoas tornando o ambiente pesado, tenso e através do momento de espiritualidade o ambiente retorna o curso normal.
Nos momentos destinados a espiritualidade o animador das celebrações aproveita para promover a reconciliação, para colocar alguns assuntos pendentes no objetivo de restaurar a harmonia e também puxar a orelha de maneira dócil quando preciso.
Também nos momentos de espiritualidade é um espaço apropriado para elevar a auto estima dos recuperandos, onde podem expressarem seus talentos como o do canto por exemplo.
Outro fator importante da espiritualidade é que através dela os recuperandos entram num processo de abertura interior, começando a observar a dependência por um outro prisma diferente, isto é, começam a perceber o caminho percorrido, atingindo a maturidade para balancear as coisas “positivas” das drogas e as negativas descobrindo que, o que parecia bom tornou-se um pesadelo. No entanto, o desenvolvimento espiritual não os deixa ressentidos e amargurados, pois, ao mesmo tempo em que conseguem ver os efeitos negativos da dependência em suas vidas, estão num processo de perdão a si próprio, pois, sabem que tudo de negativo vivenciado foram conseqüências do uso de drogas e a dependência por ela.
Através da espiritualidade se tem oportunidade de fazer análise de vida, saber quais são suas qualidades e quais comportamentos deve ser mudados.
Sem duvida é mais fácil trabalhar um adicto predisposto a refazer, rever sua vida do que aquele que se encontra ressentido, fechado e muito egoísta.
Um recuperando predisposto a deixar as drogas está muito mais atento e interessado a assimilar tudo que lhe dará subsídios para vencer as drogas (inclusive ajudando os outros).
O grande êxito ocorrido nas Comunidades Terapêuticas é que, o processo é todo em grupo. Não é um grupo simplesmente de auto ajuda, mas uma comunidade, onde existe a partilha de tudo. A partilha do trabalho; a partilha do alimento; a partilha do coordenador com o recuperando; a partilha do recuperando com o profissional de Saúde; a partilha do recuperando com o recuperando; a partilha da oração.
Todas estas partilhas colaboram para um clima mutuo de fraternidade, amizade e ajuda.
É comum muitos estarem se auto ajudando um ao outro. É comum vermos aqueles que de repente entram em estado de ansiedade, síndrome de abstinência, ser ajudados por aqueles que estão melhores.
O recuperando que passa por um processo de tratamento deste, tem registrado no consciente e inconsciente momento que serão bases por toda vida. Passando, a saber que a dependência está em suas mãos vence-la ou não, tirando a responsabilidade das pessoas pelo seu estado de dependência algo que é comum para aqueles que se encontram dependentes químicos. Diminuem sensivelmente com a manipulação e o uso de mecanismos de defesa, algo tão comum para eles.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 05/01/2006
Reeditado em 09/02/2006
Código do texto: T94686
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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