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UMA PALAVRA ESQUECIDA: CONFIANÇA

          Constantemente somos desafiados em nosso dia-a-dia. Seja no trabalho, no estudo, em casa, com as novas tecnologias. No mundo capitalista e consumista no qual estamos, vemos que muitas pessoas passam “por cima” de outras para conseguirem o que querem. Muitos traem amigos, mentem, enganam só pelo ter e pelo poder.

          Muitas famílias desmoronam porque não há mais confiança entre seus membros. A primeira coisa que surge é a desconfiança. Qualquer coisa é motivo para desconfiarem dos outros. Pais não confiam nos filhos. Filhos não confiam nos pais. Marido não confia na esposa. A esposa não confia no marido e assim vai. Uma  família assim desmorona completamente, pois não tem mais onde sustentar as bases do seu alicerce. Uma vez desconfiado é difícil confiar.

          A mentira, o medo de contar a verdade também geram condições para que a confiança acabe. Muitas pessoas amigas de anos, ou casadas a anos, de repente se separam. Brigam e tudo acaba como se nunca tivessem confiado um no outro. De repente uma vida, uma relação de amigos, ou um casamento se desfaz como se tudo o que tivessem vivido até hoje não importasse mais, não fizesse diferença. A confiança foi traída e é uma dor que é difícil cicatrizar.

          Em algumas casas de formação dos seminários na atualidade o que mais falta é confiança. A começar pelos formadores. A desconfiança é tamanha que parece que os formandos não saberão caminhar no bom caminho, com bons propósitos, na ausência dos formadores. Aí surgem questionamentos: como confiar em alguém que não confia nos seus “irmãos”? Para muitos padres formadores, a palavra IRMÃOS só existe no sermão e no altar. “Depois, depois eu mando e vocês obedecem.”

          Acredito que em uma família, num grupo de amigos, numa casa de formação as coisas vão mudar quando aprendermos a confiar mais nas pessoas. Muitos vigiam os outros por medo de traição. Imagine se todos vigiassem por medo de traição. Seriam pessoas buscando pessoas a todo momento, querendo saber onde está. Isso é desconfiança. Outros não deixam ninguém fazer aquele trabalho porque parece que só ele sabe. Isso é desconfiança. Numa relação e convivência sem confiança “matamos” a pessoa do outro, não confiando naquilo que ela é. Apesar de que algumas pessoas dão motivos para a desconfiança. Isso é outro assunto.

          Confiar em alguém não é muito fácil não, porque nunca sabemos o que a pessoa pode fazer. Infelizmente muitas pessoas usam de nossos sentimentos para fazerem gracinhas e para destruir a nossa moral e a nossa personalidade, e isso dói de mais.

          O mais difícil de tudo isso é que geralmente as pessoas que mais falam que temos que confiar nelas, são as que primeiro nos traem.

          Geralmente começamos a desconfiar dos outros quando também somos capazes de aprontar e ficamos deste modo, na retaguarda. Se a pessoa nos acusar também poderemos acusar ela. Isso é que destrói muitos relacionamentos de amigos e muitos matrimônios.

          A CONFIANÇA não é apenas uma utopia. É uma realidade que deve ser construída e se fazer presente no nosso dia-a-dia. Eu quero confiar mais, mas quando as pessoas que convivem comigo não confiam em mim, fica difícil de confiar. A confiança é recíproca e um exercício diário de quem deseja construir uma relação sólida com amigos e na própria família.

          CONFIAR no outro não é apenas dizer: “pode confiar em mim”. Mais do que isso, é transmitir essa força para a outra pessoa. Mostrar com gestos e no relacionamento diário que você sabe guardar segredos e que a outra pessoa é um irmão para você.

          CONFIAR é preciso. É urgente.

Hermes José Novakoski – hermesnovakoski@yahoo.com.br
Farroupilha, 09/01/2006
http://geocities.yahoo.com.br/euosou
Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 10/01/2006
Reeditado em 07/02/2010
Código do texto: T97022
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
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Hermes José Novakoski