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Não somos concorrentes!

Jonas realizava desde as tarefas mais corriqueiras até as mais complexas com grande maestria.
Tinha sempre uma resposta na ponta da língua, não havia assunto que desconhecia.
Era extremamente inteligente, os amigos o intitulavam de  “Sabe tudo”.
Para Jonas,  isso era um verdadeiro orgulho, sentia-se nas estrelas, considerava-se um Vencedor , um Homem Imbatível.

Mas eis que surge Paulo, assim como Jonas, extremamente inteligente, ótimo senso de humor, grande conhecedor da vida, discorria com desenvoltura por um sem número de assuntos.
Os amigos logo começaram a  também chamá-lo de “Sabe Tudo”.

Aquilo despertou a ira e o ciúmes de Jonas.
Oras, o Sabe Tudo ali era ele, o centro das atenções teria que ser ele.
Para Jonas, Paulo  não passava de um metido a “sabichão”   que chegara ali  para roubar-lhe os amigos.
Não admitia em hipótese alguma dividir os louros da fama que conquistara com muito suor.
Considerava Paulo um concorrente que veio para lhe puxar o tapete e não um amigo que poderia lhe enriquecer a existência.

Com a chaga da inveja a lhe senhorear as atitudes, Jonas começou a caluniar Paulo. Utilizava de artifícios sujos como a maledicência para lhe macular a reputação.
Boicotava de todas as maneiras as boas  idéias que surgiam do brilhantismo do suposto rival.
Tanto fez, tanto tentou, que conseguiu tirar  Paulo daquele circulo de amigos,  e assim, Jonas venceu a disputa pela concorrência de ser o Sabe Tudo.

Ganhou a guerra, mas perdeu um Aliado!


Certa vez um amigo me disse:
- Meu caro, estamos todos no mesmo barco, não somos concorrentes ,mas sim, companheiros de embarcação, temos que navegar pelas marés da vida com as mãos dadas para que não nos percamos nos vendavais do ciúme e da inveja, da intriga e da maledicência.

Notável colocação, quando nos dispusermos a olhar o semelhante como -  Amigos que nos completam e que nos dão os subsídios necessários para nossa ascensão, daremos grande passo para nos livrarmos  do corrosivo ciúme que muitas vezes nos faz homens bárbaros.

O próximo é nosso irmão de caminhada e não concorrente.
É riqueza inestimável que nos proporciona aprendizado e não larapio que nos rouba afeto.

Quando agirmos como irmãos e não como concorrentes, haverá uma revolução nos relacionamentos.

A erva daninha do desprezo, dará lugar a união que faz a diferença.

Ao invés de criticar pelo prazer de ver a idéia alheia afundar, vamos nos unir e incentivar para que esses ideais se revertam em bênçãos para a comunidade em que vivemos.

A humanidade só encontrará o caminho do amor que traz a verdadeira paz de consciência,  quando todos lutarem pela bandeira do APOIO MÚTUO conjugando o verbo das ações na primeira pessoa do Plural – Nós...

O que um não sabe o outro sabe e vice versa, é assim que vamos caminhando, lutando e aprendendo na estrada da Vida!








Wellington Balbo
Enviado por Wellington Balbo em 12/01/2006
Código do texto: T97848
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Sobre o autor
Wellington Balbo
Bauru - São Paulo - Brasil, 41 anos
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