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Viagem Intemporal
Publicado por: Felipe F Falcão
Data: 09/04/2012
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
Texto de: Felipe F Falcão

Melodia de fundo.

Letra de: Vania de Castro e Josué Gomes

Arranjo músical de: Josué gomes

Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
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Texto

    
Nota ao leitor: Se desejar, leia essa crônica, com uma belíssima melodia de fundo... Letra de Vânia de Castro e arranjo músical de Josué Gomes
. Para tanto, basta clicar no titulo a frente: Viagem Intemporal


 
******
 
     Hoje eu acordei assim, macambúzio, perdido em pensamentos, saudoso dos dias idos, meio que a procura do meu eu. Sem que nem porque, passei a vasculhar meu epicentro, revendo minhas memórias. Eu me vi em 1979, o ano em que conheci a minha primeira paixão.
 

     Numa viagem atemporal no túnel do tempo, me peguei sentado nos degraus da porta da sala dos vizinhos de casa – José Pedro e Rita, este eram os nomes dos nossos novos vizinhos. Minha família havia acabado de mudar-se da fazenda para a cidade grande. 

     Na casa onde fomos morar, não havia água encanada, só um poço cheio de sapos; para ser mais exato, rãs – também conhecidas como gias pimentas que o vizinho afirmava serem tão gostosas quanto carne de frango. Ali estava eu e minha mãe para pedir um pouco de água a ele, já que a água do poço estava imprópria para o consumo, isto no entender de minha mãe.

     Pois bem, ali estava eu sentado nos degraus da escada, enquanto minha mãe pedia alguns baldes de água somente para fazer a comida daquele dia; depois meu pai daria um jeito de limpar o poço. Sem que eu esperasse, recebi um beijo da filha do vizinho e, sem entender nada, corri para junto de minha mãe, agarrando-me a barra à saia dela - que logo quis saber o motivo da minha correria. 

     - O que foi menino, algum bicho te mordeu?

     Com o rosto escondido por entre os babados da saia de minha mãe, eu lhe expliquei que a menina havia me beijado. Mamãe foi cômica.

     - Filho, você parece bicho do mato, a menina só quis ser simpática com você.

     Diante disso, minha mãe e a vizinha caíram na gargalhada. Ainda desconfiado eu olhei para o lado e ali estava ainda a menina que tinha me beijado. – uma loura de cabelos longos e olhos verdes - Ela usava apenas uma calcinha bege, o que era normal, pois era uma criança. Porém, eu não estava acostumado, de onde eu vinha, a ver pessoas do sexo feminino naqueles trajes.

     Entanto, durante o tempo que ali moramos, a amizade entre eu e Rosangela crescia como fogo na palhada. Sempre que não havia ninguém nos observando, lá estávamos aos beijos. Até o dia em que meu pai, sempre defensor da boa moral, nos pegou atrás do banheiro – à época, os banheiros eram feitos normalmente nos fundo da casa, do lado de fora e afastados dela coisa de alguns metros. Neste dia eu apanhei feito um cão sardento. 

     O tempo passou, ela cresceu tornando-se uma linda moça e seguiu seu caminho. Ao revê-la, ela já com família constituída, confesso que senti saudades do passado. Mas a vida é assim, não dá para voltar atrás e reviver o que passou. Como já cantou um poeta:

 
     Às vezes, a saudade bate forte
     parece que meu coração
     vai saltar do corpo
     como se isso fosse possível
     parece que não aguentarei


 
     Sem que nem porque, eu sigo nessa viagem abissal.


 
 
 







 


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Felipe F Falcão
Enviado por Felipe F Falcão em 09/04/2012
Reeditado em 11/04/2012
Código do texto: T3602371
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felipe F Falcão
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Felipe F Falcão

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