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A bolonhesa azedou
Publicado por: JUDD MARRIOTT MENDES
Data: 30/09/2017
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
A bolonhesa azedou, crônica, Judd Marriott Mendes

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Judd Marriott Mendes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Texto

       Na Itália em Turino em um sábado à tarde, pensei... naquela macarronada á Bolognesi com porpetas recheadas, com direito a Lazanha, Caneloni, Rondeli, Ravióli e todas aquelas massas maravilhas locais. Maravilhosos pães, molhos, queijos e vinhos italianos.
Como por mágica naquele dia um amigo convidei para almocar, uma bela macarronada ao molho com porpetas recheadas iriamos "manjare." Além de indispensável acompanhamento de um bom vinho italiano.                    Irrecusável meu convite!
Eu era menino solteiro e bom vivant. Olhava o mundo como se dono fosse.
           Já na cantina sentados...
Olha ali disse: Que bela garota! Não tirava os olhos da linda menina. E a garota, discretamente, correspondia aos olhares. Ela estava acompanhada de um senhor bem mais velho que poderia ser o seu pai, tio ou avô. Sem que o homem percebesse ela mostrava piscava, fazia caras e bocas para nós. O meu amigo fez questão de lembrar me que a bela senhorita estava bem acompanhada...
Que importa, admirar não custava nada. Não importava que ela estivesse acompanhada.  Gabava-me de não ser ciumento e menos possessivo, não tinha problema nenhum. 
Aquele senhor, certamente, deveria ser parente. Mas, o que importava mesmo é que ela era linda, estava dando bola e não dava para deixar de olhar e admirar tamanha beleza. Ia esperar uma boa oportunidade para tentar abordá-la, quem sabe uma troca de telefone ou o e-mail para um futuro contato.
Assim que ela se levantasse para ir a toilette eu a abordaria e deixaria o meu cartão. Mas e se ela não foi a toilette...
Bem! Neste caso eu pedirei ao garçom que dê um jeito de entregar para ela o meu cartão, conclui. Por uma boa recompensa, com certeza, ele tal gentileza faria...
Neste momento o senhor que acompanhava a linda mulher levantou-se atendeu o celular e foi para o lado de fora da cantina para conversar. Era a chance que eu estava esperando para fazer um contato. Eu me aproximei, como um Don Juan,  sorri, discretamente, entreguei a linda menina meu cartão. Enquanto sentia a doce fragrância do seu perfume. Observei que sobre a mesa existia uma pasta. Nela foi possível observar que estava escrito...

 
“Cosa nostra até a morte”.
 
Imediatamente peguei de volta o cartão que já estava na mão da moça e voltei para minha mesa. Falei ao meu amigo que tínhamos que sair dali rapidinho. Meu amigo dizia que não havia comido nada. Sem querer saber de nada puxava meu amigo para que ele saísse imediatamente comigo da cantina.
Lá fora meu amigo perguntou: o que tinha acontecido e eu, ofegante e bem nervoso, respondi que tinha me esquecido de pegar o dinheiro e que não tinha meios para pagar a conta e por isso tivemos que sair antes do pedido chegar.
Sem outros comentários os dois fomos embora.
Mais rápidos que salário de pobre.

 
Moral da história:
 
O que é belo, deve ser admirado, mas nunca cobiçado.
Respeito é bom e conserva os dentes.
Na Itália a vida!

 
JUDD MARRIOTT MENDES
Enviado por JUDD MARRIOTT MENDES em 25/09/2017
Reeditado em 25/09/2017
Código do texto: T6124711
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JUDD MARRIOTT MENDES
São Paulo - São Paulo - Brasil
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