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Sobre o autor
HSerpa
Curitiba - Paraná - Brasil, 61 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 04:47)
HSerpa

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CAROS AMIGOS!

A melhor forma de me conhecer é pelo que eu escrevo, e tudo que eu escrevo vem de vivências iniciadas nos anos setenta, uma geração cheia de questionamentos e quebra de paradigmas, tanto culturais, sociais e espirituais, e de todas eu conheci vivencialmente, não me privei de nenhuma das vertentes, e ai fiz as minhas escolhas que me levaram a caminhos variados seguindo unicamente as minhas intuições.

Então sou testemunha do livre arbítrio que muitos procuram negar, mas a vida é resultado unicamente das escolhas que fazemos, ou que por comodidades deixamos de fazer, pois tudo que sou, e que penso hoje, foi resultado das minhas escolhas, não só as daquelas épocas, como por todas da vida posterior; sempre devemos ter o leme da vida nas nossas mãos, pois mesmo nos piores momentos temos que ter perseverança que sairemos vencedores.

Tive a felicidade de galgar todas as classes sociais antes dos trinta e cinco anos, e conhecer todos os prazeres que o dinheiro pode comprar, mas eles não garantem nenhuma felicidade, e por isso muitos que chegam lá se perdem, pois lá a solidão pode ser muito maior e ai sem novas perpectivas e estímulos para recomeçar muitos  desabam e, por isso, tantos, principalmente do mundo artístico, possuem fins tão trágicos e sós.

Hoje tenho amigos de todos os níveis, pois do que eles vivênciaram tudo conheci e do que eu conheci muitos pouco eles conheceram, e tendo negócios com todas essas classes aprendi o quanto poder esperar de cada ser humano, mas só conhecemos realmente as pessoas quando elas estão fora das  suas zonas de conforto, como o trabalho ou a família, que mascara muito.

Frequentei o ambiente universitário, mas foi sempre por motivos de esclarecimentos ou de ocupação de tempo vago, mas assim que me sentia entediado abandonava mas, frequentar o ambiente universitário, eu vejo tão importante como fazer alguma viagem para algum país de primeiro mundo, para vermos como somos ignorantes e arrogantes na nossa pequenez, e o quanto ainda temos que caminhar como nação.

Animicamente fui de extrema fobia afetiva e isolamento, que equivale a uma prisão solitária, até me libertar e frequentar os melhores ambientes, ter tido status e poder profissional, e com isso também conheci todos os vícios de que padece a humanidade, sem medo, fez parte do meu aprendizado, mas o meu instinto de auto preservação sempre falou mais alto, e eu sabia que estava naqueles ambientes só de passagem, sempre tive esta consciência, mas vi muitos se perderem porque unicamente os seus horizontes iam só até ali, e exageraram, e ninguém veio a este mundo só para brincar.

Devido à fobia afetiva conheci todos os tipos de mulheres, pois sempre fui reagente à minha situação, mas os relacionamentos iam só até um pouco mais do que a superficialidade, então tive muitas, só para companhia do momento, e elas sabiam disso, sempre ficava claro, então conheci as de todos os perfis, de infelizes até às mais chiques e elegantes, e vivenciei que a diferença entre elas muitas vezes está apenas no valor das roupas e dos perfumes.

Esta eterna busca de respostas, e da cura anímica de algo que eu não sabia o que era, sempre foi angustiante e por isso mesmo incessante, então conheci também todas as filosofias e religiões, mas sempre ia em frente, pois nenhuma dava as respostas que um espirito humano livre almeja, mas isso foi até encontrar os escritos de Abdruschim* que cito mais abaixo.

Para muitos de nós, até visualizarmos a Luz do esclarecimento dos nossos enleios anímicos, muitos percalços temos que superar e, intuitivamente, devemos ir em frente, firmes no propósito de um dia conseguir, pois não tem outro caminho mesmo, que leve à nossa libertação ou apaziguação íntima, pois só é livre quem se sente assim interiormente, livre de vícios, de medos, de conceitos dogmáticos, e também de qualquer sofrimento anímico que nos limite a visão, pois são como grilhões a nos segurar no chão.

Quando já esgotado de tanta luta e procura descobri que tinha bipolaridade, e por isso tanto desconforto desde a adolescência, e falta de paz em todos os sentidos, mas sempre soube me equilibrar e sobreviver sem transparecer o que ia no meu íntimo, até que cheguei a este diagnóstico, quarenta anos depois, que atinge tantas pessoas mas, que hoje, com a evolução da medicina, está desmistificado, e todos podem levar uma vida normal e equilibrada.

Mas, enquanto isso não ocorreu, a espinha dorsal que sempre me acompanhou e me segurou foram os ensinamentos contidos na Mensagem do Graal "Na Luz da Verdade" do mestre alemão Abdruschin, e editado no Brasil pela Ordem do Graal na Terra.*

Sem ter tido o descortinamento do saber que encontrei ali, e quando ainda bem jovem, com certeza não teria sobrevivido, pois ela serviu de esteio, mas nada é por acaso, temos muitas ajudas invisíveis, principalmente nos momentos limites, e nos confins menos imagináveis, mas não tem como pararmos de lutar, afinal estamos lutando pela nossa vida e pela nossa felicidade, principalmente quando temos o conhecimento de que a morte é só um desligamento do mundo terreno visivel, e que não vai mudar em nada o que já sentíamos animicamente aqui, então a morte não é nenhuma solução.

Ali na mensagem do Graal de Abdruschin está o mapa de como se formou todo o labirinto humano pelo que padece a humanidade, com todas as suas mazelas e misérias e, principalmente, do que precisamos para sair deste labirinto, e este conhecimento, trazido por ela, não tem preço que se pague neste mundo.


E é por isto que eu sei o quanto de veracidade existe na frase da escritora Roselis von Sass, pois esta frase também pode servir de  parâmetro para sabermos se estamos indo no caminho certo ou não; é só acompanhar o que vai tomando forma dentro do nosso íntimo, se algo bom, pacífico e construtivo, ou não, e o nosso destino depende basicamente disso.


"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo".

www.graal.org.br




 

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Última atualização em 23/10/17 04:47