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A verdade de Ícarus....

Ícaro (Icarus no original grego), era filho de Dedalus, na mitologia grega um dos homens mais criativos e habilidosos de Atenas, conhecido por suas invenções e pela perfeição de seus trabalhos manuais, simbolizando a engenhosidade humana.

Um de seus maiores feitos foi o Labirinto de Dela da Egua, construído a pedido do rei Minos, de Creta, para aprisionar o Minotauro (o terrível monstro metade homem metade touro).

Por ter ajudado a filha de Minos a fugir com um amante, Dedalus provocou a ira do rei que, como punição, ordenou que Dedalus e seu filho Ícaro fossem jogados no Labirinto.
Dedalus sabia que a sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. "Minos controla a terra e o mar", disse Dedalus, "mas não o ar. Tentarei este meio".

Dedalus projetou asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem. Foi moldando com as mãos e com a ajuda de seu filho Ícaro, de forma que estas asas se tornassem perfeitas como as das aves.

Estando o trabalho pronto, o artista, agitando suas asas, se viu suspenso no ar. Equipou seu filho e o ensinou a voar. Então, antes do vôo final, advertiu seu filho de que deveriam voar a uma altura média, nem tão próximo do sol, para que o calor não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, que o mar pudesse molhá-las. Dedalus, então, beijou seu filho com lágrimas nos olhos e as mãos tremendo, levantou vôo e foi seguido por ele.

Eles primeiramente se sentiram como deuses que haviam dominado o elemento ar. Passaram por Samos e Delos à sua esquerda e Lebynthos à sua direita. Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção, esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder. A cera de suas asas começou rapidamente a derreter e logo Ícaro caiu no mar.

Quando Dedalus percebeu que seu filho não o acompanhava mais, gritou: "Ícaro, Ícaro, onde você está?". Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo e chamou o local de Icaria em memória de seu filho.

Chegou seguro à Sicília, onde construi um templo em homenagem a Apolo, deixando suas asas como oferenda.

Retirado de "http://pt.wikipedia.org"

p.s. A moral da estória pode ser vista da seguinte maneira: a confiança incondicional do filho num projeto idealizado pelo pai e ao mesmo tempo a sensação de poder advinda de algo dado de forma gratuita e generosa a alguém.... Sem dúvida a mitologia nas suas mais diversas estórias mostra-nos a natureza de nossa humanidade.... Nessa pode-se perceber a confiança e segurança.... prepotência e soberba.... comportamo-nos assim na maioria das vezes....
André Ícarus
Enviado por André Ícarus em 21/02/2006
Código do texto: T114469
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Sobre o autor
André Ícarus
Recife - Pernambuco - Brasil, 38 anos
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André Ícarus