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Fátima Paraguassú

         “Árvore, criança, vida: fixa à terra livre ao vento, solta pelo chão presa no tempo”.
                                                                           Fátima Paraguassú



     (Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú)
     É de Santa Cruz, interior de Goiás, casada com Warendy Paraguassú de Siqueira. Sua infância foi marcada pela árdua lida na fábrica artesanal de derivados de farinha de sua mãe Luzia Rodrigues da Motta.
     Quando tinha seis anos de idade iniciou o primário, mas já sabendo ler e escrever, quem ensinou foi seu irmão João Tadeu Teixeira. Gostava, apesar de pequena, acompanhar o Pai até a lavoura de arroz - plantava para ajudar no sustento da família – Terminou o primário, não tinha o ginásio na cidade, quando foi criada a Escola, sua mãe a matriculou, fazendo parte da primeira turma a terminar o Ginásio na cidade. Como não tinha mais escola, passou a ensinar particularmente, lecionava todas matérias o dia todo, para os alunos de primário e Ginásio, indo ainda três vezes por semana a uma fazenda alfabetizar a filha do fazendeiro.
      Assim seguiu sua vida, ajudando a mãe na confecção de farinha e polvilho e ao Pai nas andanças pelo mato, onde ficava a caixa d’água que abastecia a cidade;
(Seu Pai era encanador) embora bebiam água da biquinha. (Uma mina de água natural, transparente). Sonhava em mudar de vida. Gostava de escrever. Gostava de cantar.
      Aos dezoito anos deixou as aulas particulares, foi convidada a fazer um teste e trabalhar nos Correios, passando facilmente no teste, foi contratada para a Agência de Santa Cruz, - por causa de uma carta que escrevera ao Chefe da Sessão de Pessoal dos Correios - podendo assim continuar os estudos em Pires do Rio, ( Em Santa Cruz não tinha o segundo grau) ia todas as noites, fez um ano do colegial lá, transferida para Goiânia, não continuou nos Correios, montou um salão de beleza, entrou para aula de música, terminou o segundo grau.  Fez vestibular para Relações públicas, mas foi convidada a voltar para Santa Cruz e candidatar-se  à Vereadora.
      Assim fez, candidatou-se: foi a primeira mulher Vereadora de lá, a primeira Presidente da Câmara, entre os Vereadores foi a mais votada até hoje.
Terminado o mandato foi Secretária do Colégio. Voltando para Goiânia, volta também para aulas de música, hoje é professora de Violão erudito e popular, teclado e teoria musical, toca um pouquinho de viola.
      É dicionarista, compositora, cantora, poetisa, instrumentista.
      Fez um Hino para a Associação Cultural Lavourartes, onde coordena o núcleo de música.
      Foi classificada em segundo lugar no primeiro concurso de Contos e poesias da AFFEGO, participando da antologia: Assim se escreve na nova AFFEGO.
      Será em breve membro da UBE.
É Assistente Espiritual no Hospital das Clínicas. Está tentando resgatar a cultura de sua Terra, principalmente o FOLCLORE. Elaborou um mini dicionário - um livro de bolso - lançado recentemente.
“VOCABULÁRIO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES DE SANTA CRUZ DE GOIÁS”
 

Fatima Paraguassú
Enviado por Fatima Paraguassú em 10/03/2006
Código do texto: T121513
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Sobre a autora
Fatima Paraguassú
Goiânia - Goiás - Brasil
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 08:36)
Fatima Paraguassú