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brochismo & paparazzi

Manhã de Domingo. Acordo a acariciar os dentes com a língua, hoje deve ter feito falta a goteira. Peça plástica aplicada aos dentes superiores, para evitar a abrasão com os dentes inferiores durante o sono. Esse contacto entre os dentes, feito de modo involuntário, designa-se por brochismo do francês "brocher" lixar, esfregar…
Mim, cá me tens a falar de mim, dormi em casa da namorada: etimologicamente alguém com quem aprendemos (o) amor (a) amar. Como ontem foi um dia menos calmo, de alma mais agitada, devo ter tido reflexos do dia no sono de noite.
O que é que agitou o dia de ontem? Basicamente uma pergunta sem resposta! Essas perguntas são os problemas, os problemas são as preocupações, pré ocupações, o que nos ocupa antes de estarmos ocupados.
Acordo calmo e tranquilo, transportando para a escrita, para o corpo de pensamentos, ideias, sentimentos e emoções esta questão: é importante para a leitura duma obra conhecer a biografia do autor? A pessoa do autor?
Não será o autor sempre uma presença na obra, como um seu personagem quase sempre invisível mas sempre presente? Neste caso, o que devemos saber dos personagens, não deve ser apenas o que a obra nos diz? E, não o sendo, não estaremos a alterar a obra?
O que me lixou e me fez procurar o uso da "goteira" foi a atenção desmedida e pouco interessante dada ao autor: num sentido antropológico, aquele que se inventa, redescobre, cria a partir de si como um nó de muitas pontas na primeira pessoa do plural: um "nós", todos somo_s presentes na obra dum autor, todos os leitores.
Atenção desmedida? Os "paparazzi" e todos os que ilicitamente se apropriam da "imagem" dum autor, do seu trabalho, da sua pessoa.
Heis aqui o narrador intra-diegético, no interior da narrativa, na sua génese, presente e mais ausente que nunca: usando goteira… Pois é, deixei de poder ligar o computador à Net porque foi sabotado! E, ainda na sexta-feira, fizeram com que o servidor da rede onde acessei a Net fosse abaixo...
Claro que esta merda chateia! É como (?) termos de ouvir dizer que merda não se diz de gente que não sabe dizer outra coisa…

{Eu também vi o filme Teoria da Conspiração, Não, aqui a acção é duma mediocridade a toda a prova, a CIA ou o FBI são Companhia Inadequada Ambígua ou Fedorenta Bisbilhotice Inadequada: coei e deixo o eco, coice no espaço! Deve dar um gozo para lá de Gaza andar a ler os emails dum cara que de cara_s declara: no ovo prefiro a gema e ainda mais a ave que o ponha ou - um voo que dê, símbolo de Liberdade!
Preparando o fim-de-semana na quinta-feira à noite, se cuidem...
22-06-2006 23:02:18}

§5
Ler é como uma viajem, um mergulho... Há um tempo de leitura: há este Há, é como es_cre_ver...
Assim

[Ler "e-book" em:
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=168580]

{O §6 - se não (o) procurarem num interdito... conto erótico - não o encontram. Ah... É a não perder!}

#

18-06-2006 01:52:53

O dia que foi dia é agora noite antes da madrugada de outro dia, outro dia já e ainda noite. Como todas as noites, antes de dormir, deixo as palavras procurarem formas de se deixar ficar onde o dia que as acolhe brinca de ser o destino que se escolhe ou o sexo que depois se encolhe (depois que) nu meia a noite… nomeada nua. Meada a bordar de gozo o destino que aborda, se bem o explora, explode e jorra!...

{
'nu-meada' [24-06-2006 12:31:43]
A inspiração é feminina, é ela que vem no poeta que se vem nela! (24-06-2006 12:34:13)]
}

18-06-2006 10:44:57

'brochismo & paparazzi'
(…)

{
Deve dar um gozo para lá de Gaza andar a ler os emails e tudo o mais (tudo é ou deve ser correspondência) dum cara que de cara_s declara: no ovo prefiro a gema e ainda mais a ave que o ponha - ou voo que dê - símbolo de Liberdade!
[o OvO como Símbolo da Liberdade!... Origem da Vida.]
Preparando o fim-de-semana na quinta-feira à noite, se cuidem...
22-06-2006 23:02:18
}

24-06-2006 11:43:58
Em "as pessoas":
{
Ontem publiquei "biografia" e, o que ia publicar como crónica, aterrou aí... Hoje vou dar novos contornos à "biografia" (o que já tinha pensado fazer mesmo antes de publicar), passa a ser “biografia” dum deitar e acordar, até publicar.
Quanto ao interesse pelo que escrevo, há pessoas que não interessam absolutamente nada mas nos obrigam a dar-lhes atenção! Mesmo quando não sabemos quem são, principalmente nesta situação.
}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 23/06/2006
Reeditado em 24/06/2006
Código do texto: T180844
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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