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Na minha viagem

Um dia me perguntaram quem eu era, pena que foi quando eu não sabia. Tempos atrás pensava eu que tinha um sentido em minha vida, as pessoas me procuravam e eu me dava bem com elas, pensava também que a única forma de ser lembrada por elas era assumindo responsabilidades, que para mim serviam para conseguir a atenção dos outros e alguns agradecimentos que me valessem à pena.
Depois de um tempo, quando adquiri conhecimentos, vi que não sou nada e todos são a mesma coisa que eu. O tempo me ensinou que infelizmente a vida tem máscaras.
Decidi então, viver sozinho espiritualmente, isolado de qualquer crueldade humana e como se estivesse no escuro procurei atentamente e incansavelmente o mais puro dos sentimentos e tambem busquei amar, nem que fosse ao menos uma parte de alguém, mesmo que fosse a mais louca por sinal que saltasse de dentro de mim.
E após amar e deixar minha vida ser tomada pela minha mente insana, vi a mesma se transformando num quadro, minhas lembranças ficaram trancadas numa tela de decepções.
Conclui que deveria pincelar uma vida nova e lembrar dos meus tempos de criança, "Ah!, que saudade dos meus brinquedos! Aqueles dias de luz mansa..."
Mas ai, me assassinaram de novo, o que restou? Apenas um toco de vela, fragil e amarelada de esperança. Tudo ficou confuso, não tinha direção certa, como se mudasse a todo momento de cenário a minha vida, quebrei a cara muitas vezes, mas aprendi que tudo que vivi até agora valeu à pena, tantos os momentos ruins como os bons serviram de exemplos.
E agora espero que jamais um ser humano sinta o que eu sinti, a fome de dentro de alguem doi muito mais do que qualquer outra dor.
Passo agora para todos que encontro na minha longa viagem que todos nós temos uma segunda... terceira... quarta... quinta chance... e que ela pode ser transformada em algo muito bom se ainda existir esperança.
perola
Enviado por perola em 07/10/2006
Reeditado em 07/06/2007
Código do texto: T258661
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Sobre a autora
perola
Capivari - São Paulo - Brasil, 25 anos
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