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Carneiro Leão

Carneiro Leão (Antônio C. L), educador, professor, administrador e ensaísta, nasceu em Recife, PE, em 2 de julho de 1887, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31 de outubro de 1966. Eleito em 30 de novembro de 1944 para a Cadeira n. 14, sucedendo a Clóvis Beviláqua, foi recebido em 1o de setembro de 1945, pelo acadêmico Barbosa Lima Sobrinho.

Foram seus pais Antônio Carlos Carneiro Leão e Elvira Cavalcanti de Arruda Câmara Carneiro Leão. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife em 1911. Iniciou uma longa carreira no magistério universitário como professor de Filosofia na Universidade do Recife, de 1911 a 1914. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu na área da educação, como professor e administrador. Foi diretor geral da Instrução Pública no Rio de Janeiro (1922 a 1926); fundador da Escola Portugal, em setembro de 1924, e das 20 escolas com os nomes das 20 repúblicas americanas, entre 1923 e 1926, no Rio de Janeiro. Autor da Reforma da Educação no Estado de Pernambuco em 1928; foi Secretário de Estado do Interior, Justiça e Educação do Estado de Pernambuco (1929-1930); diretor do Instituto de Pesquisas Educacionais (1934); criador e diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Pedagógicas da Universidade do Brasil.

No magistério universitário, foi professor de Administração Escolar e Educação Comparada na Faculdade Nacional de Filosofia; professor de Educação Comparada da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Rio de Janeiro; professor de Administração do Instituto de Educação do Distrito Federal; professor do Curso Técnico do Exército; professor visitante e conferencista em universidades dos Estados Unidos, França, Uruguai e Argentina e professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil.

Na imprensa, foi colaborador de jornais de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo; fundador e diretor de O Economista, de 1920 a 1927; redator de Autores e Livros, suplemento literário de A Manhã e colaborador de revista especializadas em educação e sociologia.

Doutor honoris causa pela Universidade de Paris e pela Universidade Autônoma do México; membro honoris causa de universidades argentinas e de várias instituições latino-americanas; oficial da Legião de Honra da França e da Ordem do Leão Branco da Tchecoslováquia, era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto de França, da Real Academia Espanhola, da Academia das Ciências de Lisboa e de inúmeras outras associações acadêmicas internacionais.

Obras:
Educação (1909);
O Brasil e a educação popular (1917);
Problemas de educação (1919);
São Paulo em 1920 (1920);
Os deveres das novas gerações brasileiras (1923);
O ensino na capital do Brasil (1926);
Palavras de fé (1928);
A organização da educação em Pernambuco (1929);
Discursos e conferências (1933);
O ensino das línguas vivas (1935);
Tendências e diretrizes da escola secundária (1936); Introdução à administração escolar (1939);
A sociedade rural, seus problemas e sua educação (1940); Fundamentos de sociologia (1940);
Ideais e preocupações de uma época (1942);
Planejar e agir (1943);
O sentido da evolução cultural do Brasil (1946); Adolescência, seus problemas e sua educação (1950);
Nabuco e Junqueiro (1953);
Panorama sociológico do Brasil (1958);
O culto da ação em Verhaeren (1958);
Victor Hugo no Brasil (1960).
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Milton Nunes Fillho
Enviado por Milton Nunes Fillho em 16/10/2006
Código do texto: T265901
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Sobre o autor
Milton Nunes Fillho
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
1141 textos (460205 leituras)
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Milton Nunes Fillho