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Hermes Lima

Hermes Lima, jornalista, jurista, professor, político, ensaísta e memorialista, nasceu em Livramento do Brumado, BA, em 22 de dezembro de 1902, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1o de outubro de 1978. Eleito em 22 de agosto de 1968 para a Cadeira n. 7, na sucessão de Afonso Pena Júnior, foi recebido em 18 de dezembro de 1968, pelo acadêmico Ivan Lins.

Filho do casal Manuel Pedro de Lima e Leonídia Maria de Lima, Hermes Lima estudou em Salvador. A partir de 1920 exerceu o jornalismo, iniciando como redator de O Imparcial e Diário da Bahia. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, já aos 22 anos ingressava no magistério como professor de Sociologia no Ginásio da Bahia, e um ano mais tarde (1925), passaria a ensinar Direito Constitucional na mesma faculdade onde se havia diplomado. Desde aí, portanto, o futuro escritor e acadêmico já havia ingressado no campo definido da ação, onde o ensino e o jornalismo podem ser considerados balizas iniciais de interação social e pública. A essas atividades acrescentou-se também a função política, quando se elegeu, em 1925, deputado estadual pela Bahia. Foi secretário e oficial de gabinete do Governo Góes Calmon. Dividindo-se entre o magistério e o jornalismo militante, desde 1926, Hermes Lima foi redator do Correio Paulistano, da Folha da Manhã e Folha da Noite, de São Paulo, e do Diário de Notícias e Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Foi professor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito de São Paulo, de Sociologia Geral no Instituto de Educação Caetano de Campos da mesma cidade, de onde passou, em 1933, à Universidade Federal do Rio de Janeiro, como catedrático, por concurso, da cadeira de Introdução à Ciência do Direito. Naquele ano publicou seu primeiro livro, direta e imediatamente ligado às suas funções de professor. Foi também diretor da Escola de Economia e Direito da Universidade do Rio de Janeiro (1934) e diretor da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (1959).

Em 1946, foi eleito deputado federal pelo Distrito Federal, hoje Rio de Janeiro, à Assembléia Constituinte, onde foi membro da Grande Comissão organizadora do anteprojeto da Constituição de 1946 e membro de Constituição e Justiça. Sua carreira política culminou com a chefia da Casa Civil da Presidência da República (1961-62), no desempenho dos cargos de Ministro do Trabalho e Previdência Social (1962), Presidente do Conselho de Ministros, Ministro das Relações Exteriores no Governo João Goulart e, finalmente, Ministro do Supremo Tribunal Federal. Entre 1951 e 1962 participou também de importantes missões no estrangeiro e de comissões permanentes e temporárias. Foi membro do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília e do Conselho Federal de Educação.

Sua obra de escritor, iniciada com a tese Introdução à Ciência do Direito (1933), insere-se no campo da política e das idéias. O título do seu livro de memórias, Travessia, não esconde um simbolismo justificável para cada um de nós, entre o ponto de partida e o ancoradouro final.

Obras: Introdução à ciência do Direito, tese de concurso (1933); Problemas do nosso tempo, ensaio (1935); Tobias Barreto, a época e o homem, biografia (1939); Notas à vida brasileira, ensaio (1945); Lições da crise, ensaio (1955); Idéias e figuras, ensaio (1957); Variações críticas sobre o nacionalismo, ensaio (1958); Travessia, memórias (1974); Anísio Teixeira, estadista da educação, biografia (1978).
Milton Nunes Fillho
Enviado por Milton Nunes Fillho em 17/11/2006
Reeditado em 23/12/2012
Código do texto: T293800
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Milton Nunes Fillho
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
1141 textos (460448 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:32)
Milton Nunes Fillho