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A obscuridade de meu ser me assusta

São os curtos minutos de loucura que me assustam em mim.
Tenho o dia de hoje como que um monstro à minha ronda. Uma sombra a segurar-me os punhos, agarrar-me os pés.
A mesma torna-me dormente e impede qualquer progresso... o mínimo movimento é ligeiramente erradicado, inclusive as batidas de meu coração.
Paralisada, passo os dias mudos a desenterrar o passado dista te e impossível.
Gostaria de ter-lhe dado um único abraço, já que de nada me vale seu amor e isso só me leva a crêr que às vezes, por algum desalinhamento do cosmos, Deus pode errar - ou deveria então eu pensar que o acerto do Senhor é tão desprogramado que no início parece equívoco e no fim mesmo, a perfeição acaba por se revelar? -.
De qualquer forma o caminho que leva a você continua sendo o melhor a ser tomado.
Minha pele tem cicatrizes das canetas dos poetas mortos e suas letras gravaram-se na suporfície de minha alma, com o passar dos séculos.
Conheço esse mundo de tempos que já não voltam mais, amor, muito embora apenas nessa vida eu não tenha tido ainda a oportunidade de sentir o frescor das brisas vindas do Oeste e o cheiro do mundo.
Meu pecado é ter um dia desejado ver a sombra.

Sou de um erro: uma contradição áspera, produto de uma loucura traidora.
A obscuridade de meu ser me assusta.

_Carolina Oliveira.
Carolina Oliveira Poeta
Enviado por Carolina Oliveira Poeta em 14/05/2017
Código do texto: T5999194
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Carolina Oliveira Poeta
Curitiba - Paraná - Brasil, 20 anos
15 textos (255 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/05/17 06:12)
Carolina Oliveira Poeta