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Confissões de um tímido na despedida de uma pessoa querida...

Minha Querida L...*,



Se busco o auxílio das letras nesta oportunidade, faço-o de forma a seguir um próprio elogio seu acerca do imenso carinho que possuo por elas.

Sim, ofereço estas linhas em holocausto como refúgio e alento de minha ansiedade e timidez para expressar-me sem virtualismos exagerados nem veleidades ufanistas sobre tudo o que gostaria de dizer-lhe nesta hora.

Assim, não desejo que minhas palavras sejam acordes de despedida nesta nova empreitada em sua vida. Pelo contrário, quero e desejo que estas linhas sigam contigo e se deleitem de todas suas horas, suas alegrias, suas tristezas, suas saudades e lembranças da família e amigos...

Invejo estas linhas por estarem mais próximas de você neste momento e pela capacidade que têm de dizer tudo aquilo que há tempos tenho guardado lá no fundo de meu íntimo... de como minha admiração e carinho por ti se enleiam num universo de sentimentos e sensações...

Sou levado a me redimir ao clamor que estas letras têm e se preludiam como forma de poesia não dita, mas sentida cada vez que sua presença me arrebatou de assalto, como que se esperasse de soslaio o momento certo para invadir minha mente e meu coração...

Não poderia deixar de escrevê-las agora. Seria um estoicismo de minha razão suprimi-las da liberdade, de gozarem o direito de serem lidas, uma vez que nunca foram pronunciadas...

Pois bem. Nesta nau de linhas venho a singrar este mar de letras rumo ao ideal de meus sentimentos elevados à comenda do amor – ainda que lhe considere platônico – que tenho por ti e que carrego em meu coração.

Entretanto, não quero ser enfadonho, tampouco burlesco a ponto de macular esta carta apenas com sentimentos que talvez não sejam nem possam ser correspondidos. Já lho escrevi e reitero que o objetivo destas letras é estar presente em sua jornada, acalentando-lhe os percalços que a distância proporcionará, cobrindo-lhe com o véu das bênçãos nesta vindoura oportunidade que tens.


Desejo que estas linhas lhe tragam o conforto necessário nas decisões que tiveres que tomar no decurso em diante, nos desafios que surgirão como provas de sua capacidade, nas paixões que fulgurarem em seu coração... Leve-as consigo. Leve estas letras nestes momentos, porque assim não apenas eu, Alexandre estarei presente, mas, sobretudo, todos aqueles que lhe desejam que sejas imensamente feliz.

Aproveite cada momento que dispuseres na busca de sua felicidade, tendo a certeza que lhe tenho um imenso carinho, não apenas como o amigo fiel com quem pode sempre contar, mas com a certeza do homem apaixonado que tece estas linhas.

Tenha fé em si e em Deus em tudo o que fizeres. O pensamento é supremo e nossa maneira de encarar a vida determina o rumo que seguimos.

Esteja sempre consciente de suas atitudes. É pelo arbítrio de nossas ações que prestamos contas ao Divino.

Nem sempre vivemos de sonhos que se realizam, mas sempre viveremos de realidades que nunca sonhamos. Aprenda a conviver com isto e saiba quando recuar o necessário para avançar adiante logo em seguida.

Creio que estas linhas já cumpriram seu papel. Por favor, não as condene; elas apenas são o retrato singelo, mas fiel, de toda imensidão do que tenho a dizer-lhe pessoalmente.


Um beijo todo especial de quem lhe adora muito, hoje e sempre.

Ad majora natus

Alexandre
Alexandre Casimiro
Enviado por Alexandre Casimiro em 19/01/2006
Reeditado em 07/09/2006
Código do texto: T100893
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Sobre o autor
Alexandre Casimiro
Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
67 textos (14583 leituras)
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Alexandre Casimiro