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mergulho

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O dia ainda não acabou, falta dormir e acordar... no dia seguinte.
Este começa mesmo assim, antes da madrugada, antes de dormir, depois da meia noite.
Farei um arremedo de prosa, arremessado para a realidade: como quem projecta, com um golpe de judo, uma ideia.

Já sobram ideias, partiu-se toda: arremedo, arremessado, realidade, projecta, golpe, ideia! É uma espécie de puzzle desfigurado, um labirinto sem saída. Sinto-me bem neste emaranhado selvagem, onde parece que me deixo guiar pelo som duma nascente que corre: refresca os sentidos com a frescura de líquida presença. [Quando a líquida, o artista está liquidado]

Finalmente, apenas o sono a fazer a cama ao som, a cana do pescador adormecido com um anzol vazio na ponta duma linha a boiar ao sabor das águas onde a imaginação foi comer uma iguaria imaginária.

Adoro adormecer assim, antes de encostar o nariz na tua pele e respirar o teu aroma, como se lhe pertencesse o calor da pele.

Sempre admirei a facilidade com que adormeces ignorando a luz, como quem é conduzida pelos sonhos para um tarde de Verão.

Nada pior que nenhuma ideia nos agradar e grudarmos numa espera incerta à espera...

Vou dormir, não sem primeiro te cheirar a cheirar(es) aos nossos cheiros e não será o amor, mas será o seu odor. O_dor que fomos somof do amor.

Mesmo cansado, não descanso. Vou experimentar...: merda!

Quando nada resulta, está resolvido: o que não tem remédio, remediado está!
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mergulho na escrita

m
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Eu acredito nos deuses, do mesmo modo que acredito na poesia. Sem poesia não teria religião, sem religião não teria deuses, sem deuses não saberia dizer um adeus. Sem um adeus, nada teria regresso.

Hoje o meu deus é a gata da minha amiga, sirvo-lhe leite num pires e ela aceita a minha dádiva! Dá vida à minha vida!!

Vou pôr uma diva a cantar ópera e não a quero perceber: quero sentir de forma quase inconsciente, mergulhar na beleza do canto: onde as palavras dizem o indizível da alma, a emoção em estado puro...

Quanta besteira dizemos quando somos bestas e como somos bestas quando não somos tão bestas como as bestas, é bestial relinchar!
Tenho algum motivo para duvidar? Claro, depende do relincho.
Quero um relincho incompreensível!
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 26/01/2006
Reeditado em 02/02/2006
Código do texto: T104256
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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