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Se eu te encontrasse

         Se tivesse a ousadia de te encontrar de novo
         
         queria só ver o sorriso escancarado no teu ros-

         to iluminado pelo sol da tua boca!

         Se eu te encontrasse de novo queria ver o brilho

         da esperança no fundo do teu olhar de criança es-

         perta, de velho sábio, de moleque safado!

         Se eu te encontrasse de novo queria ver na tua face

         toda a beleza do amor que sentíamos quando partiste,

         porque assim queríamos e assim fizemos, no entanto
         
         no meu peito ficou os estilhaços da tua ausência,

         que até hoje vez por outra encontro um caquinho!

         Se eu te encontrasse de novo não queria saber por

         onde teus pés te levaram, quantos amores vivestes

         se fostes feliz e se me guardartes na lembrança.

         Se eu te encontrasse de novo cairia nos teus braços

         e receberia teu abraço que entre tantos outros foi o

         mais terno, mais quente e mais inesquecível.

         Se eu te encontrasse de novo queria ver as faíscas

         de teus olhos pousando sobre meu corpo que mergulha

         em águas profundas nas dores do amor.

         Se eu te encontrasse de novo te pediria de volta a

         senha do nosso amor-paixão  assim, casadinhos, para

         sempre, para que eu pudesse vez por outra acessar e

         sentir novamente aquele ardor do teu beijo na minha

         boca que está aqui, entreaberta, esperando pela tua.

         Se eu te encontrasse de novo só queria te ver vesti-

         do com as cores do amor e da paixão que nos elevava
       
         nas tardes de sol radiante e nas noites de chuva

         que, no entanto escondiam, por detrás das nuvens a-

         quele céu escurecido cravejado de estrelas, quando

         bebíamos nosso suco de laranja com muitas pedrinhas

         de gelo que se coloriam com nosso olhar embriagado

         de desejo.

         Se eu te encontrasse de novo te daria uma bebida

         mais forte, mas não entorpeceria teus sentidos, que-

         ria tê-los todos, ali, presentes junto do meu corpo,

         esse mesmo corpo que te fez feliz e que por isso

         ainda te espera!

         Se eu te encontrasse de novo despencaria, novamente,

         pelo abismo da paixão irrefreada das tuas mãos ondu-

         lantes a passearem, quentes, fortes, lascivas e de-

         savergonhadas pelos caminhos que conheces tão bem,

         meu amor, meu prazer, minha loucura. Por que esqui-

         nas do mundo a vida te levou?

       
Marla
Enviado por Marla em 28/01/2006
Reeditado em 30/04/2006
Código do texto: T104864

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Sobre a autora
Marla
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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