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E eu pensei que fosses um homem de atitude.

     
    Caro Godré:

    Na verdade, hoje, pensando bem, acho que não me enga-
nei contigo. Desde o primeiro dia que te vi te achei  uma
pessoa estranha. Atitudes estranhas, encaminhamentos con-
fusos. Mas, continuei a manter contato contigo. Pouco a pouco parecias mais coerente. Já não demonstravas agressi-
vidade e eu tenho uma mania de querer desvendar pessoas. E
para mim eras um prato cheio.QUANDIO QUERES QUE EU SEJA ING~ENUA TAMBÉM ME FAZ ASSIM. OLHA O QUE FUI CAPAZ DE ESCREVER. ESTAVA EXPOSTA COMO ESTOU EM TODOS OS MOMENTOS.
    Conversamos e continuamos o trabalho já iniciado. Num
determinado momento inventei um amor por ti. Não sentia absolutamente nada. Há muito minhas emoções se esvazia-
ram. Não sinto amor, não sinto saudade, nem ódio, nem rai-
va, nada disso que costumam chamar de sentimentos.O QUE SINTO HOJE E ALGO PARECIDO COM ODIO, MAS NÃO SEI O QUE É DE VERDADE. NÃO SE ALTERA NADA EM MIM. ACHO QUE SOU TAMBÉM UM POUCO MÁQUINA. CREDO. EM QUE MUNDO VIVO, SE E QUE SE PODE CHAMAR ISSO DE VIVER.
    Pois assim fomos seguindo. Fiquei sabendo algumas coi-
sas sobre ti, ficaste sabendo outras muitas de mim e a as-
sim seguia a procissão. ALIAS, FIQUEI SAbendo de tUDO DE TI POR TI MESMO NA PELE DA DOCE TATIANA. ATÉ CVOMO DORMIA OU COMO RECEBIAS A MESMA APRA A FISIO. BEM, MÁQUINA TAMBÉM PRECISA DE REPARO.
     Eis que hoje precisei de ti. Conversei expliquei a si-
tuação e tu, ciente do que vinha acontecendo há dois anos poderia me auxiliar, não era nem um auxílio, era um dever.
No entanto, no momento mais decisivo deste para trás e não
cumpriste com tua obrigação. ISSO TUDO POR CAUSA DO ZULMIRÃO. COMO DEVES TER RIDO POR DENTRO COMO TU MESMO DIZES.

     Como todos só querem preservar o nome, e nem era o ca-
so de correr este risco. Foi simplesmmente pura vilania, medo
de se arriscar. Então, pressumi, não confias no que fazes.
Apenas por um papel assinado que não poria tua carreira em
risco, fizeste um arremedo de documento que creio não servi-
rá para nada. E NENUM SERVE PRÁ NADA MESMO.
     Então, caríssimo, fique com tuas palavras, teus fantas-
mas que devem ser muitos. Acompanhe algumas pessoas que pre-
cisarão de apenas algumas conversas e pronto, tua covardia está preservada. Que lamentável! Mas assim são os homens,as-
sim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade
(parodiando Lulu Santos). Gosto de gente corajosa, gosto de
gente que oferece a cara a tapas, que enfrenta as conseqüên-
cias. Não oferecer, simplesmente, a outra face, mas manter a
coragem de um amigo ou de um profissional. OLHA A POBRE QUERENDO DAR UMA DE PESSOA INDEPENDENTE, DE SER CAPAZ DE DAR LUIÇÃO DE MEORAL.
    Era o que tinha a te dizer por enquanto. Durma com sua
cabeça descansada sob o travesseiro sabendo que amanhã a far-
sa vai continuar!!!!!!!!! E POE FAZRSA NISSO.
       
Marla
Enviado por Marla em 16/03/2006
Reeditado em 23/06/2006
Código do texto: T123835

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Sobre a autora
Marla
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Marla