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Morte em vida Severina
para a receita federal

Rosa Pena

Cara (dispendiosa) Receita Federal.

Como muitos dos brasileiros estou revendo minha declaração de Imposto de Renda tentando entender os porquês de ter tido minha grana confiscada e não conseguir minha restituição de forma legal. Será que o responsável pela malha fina é o verão, ainda que por conta do efeito estufa o frio permaneça? Prefiro um moletom que poderia comprar em saldos de balanço se tivesse minha bufunfa de volta.

Dentre os recibos e papéis guardados, encontrei um BO dos meados do ano passado, onde relatei a ocorrência de furto na minha residência. Foram levados TV, som, vídeos, jóias, jaquetas e etc. Não levaram minha sogra como forma de indenização. Com isto tive só e mais prejuízos, pois instalei um sistema de alarme, comecei a pagar o monitoramento de meu prédio, comprei dois cães de guarda (comem Bonzo adoidado), além de sentir que roubaram definitivamente meu sossego. Hoje não consigo mais sair de casa ou ficar nela sem chateação. Sobrou-me ver o BBB com o Bial, que fere a lei 6.683/1979 de 28/08/1979, onde foi concedida anistia plena. Tortura nunca mais!

Procurei de todas as formas descontar os meus danos na declaração, mas para a minha surpresa, estas formas de redução da minha renda não são possíveis de declarar. Queria apenas ser ressarcida dos bens palpáveis, pois aquilo que feriu meu direito de cidadã não tem mais volta, apenas o tempo e uma terapia amenizam o trauma, porém da terapia desisto, pois análise não é aceita como tratamento de saúde em nenhum plano de "doença" que dirá no SUS.

Se pânico ainda não é enfermidade e sim mal da modernidade, cagaço dos “Beira-Mares”, vai demorar muitíssimo a ser.
É contemporaneamente conveniente esquecer! De forma particular não posso arcar com tratamento, a fonte levou, quer dizer secou, e mesmo que arrumasse um bico como quase toda a população, (je vie de bec) e tentasse pagar, depois não teria como deduzir do IR, visto que minha psicóloga não fornece mais recibo, pois está tentando comprar outro carro, o dela foi roubado e achado numa DP sem os pneus. Os policias também “je vie de bec” numa borracharia bem próxima à delegacia. Doutora Selma, a terapeuta, virou de vez uma profissional liberal sem carteira, dentro do esquema je vie de bec. Atualmente tem uma farmácia de manipulação, onde manipula nosso estresse.

Aguardo uma resposta como devo proceder para declarar as lesões monetárias que levei, as não monetárias são indeclaráveis disso bem sei, pois quando tenho imposto retido dizem que parte dele vai para minha segurança e saúde, que é dever do Poder Público. Quero dividir o meu gasto privado forçado (fodida e mal paga), aliás, não quero pensar que minha cidadania é que foi para a privada forçada.
Em caso negativo, não ter isenção, vou me sentir duplamente lesada, pois à parte que lhes cabe neste latifúndio foi ainda maior do que a levada pelos amigos do alheio.

Abraços!
De uma Severina.

Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 25/04/2005
Reeditado em 03/08/2008
Código do texto: T12962
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
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