Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Eu pensei que fosses um homem de atitude2

 
      Creio ter sido um pouco precipitada no meu julgamento.

Em princípio foi aquilo mesmo que escrevi. Depois refletiste

e cumpriste com teu dever. Claro que estavas pensando no fu-

turo, numa possível contradição do dito no momento. Mas como

se pode prever o que virá pela frente?
       
Nem eu, nem tu, nem mesmo todos os santos de todos  os

altares e, estes, mesmo que soubessem, certamente a nós não

diriam. Então somente temos o agora! O hoje! A situação atual

é esta, do amanhã não sabemos nada.
       
Eu tenho um amor inventado, como dizia o Cazuza, por ti.

Para me distrair, para preencher meus momentos de

inquietude, para me levar até onde estás. Para comprar

roupas da moda e me enfeitar toda, para mim e quem sabe,

para ti.
       
O que eu sinto quando te vejo é que meu coração dispa-

ra. Fica irriqieto no peito, vem até a garganta e volta pro

seu lugar e vai elaborar sua função: fazer circular meu san-

gue pelo corpo. Minha voz fica um pouco mais baixa ao falar

contigo.

Mas percebo também que falas comigo de um jeito mais amisto-

so. Não sei, relmente, se isso é paixão, amor, desejo ou ape-

nas curiosidade, necessidade de descobrir que pessoa se es-

conde atrás de tantas palavras, algumas com sentido, outra

que não consigo decifrar. Me perco nos devaneios enquanto te

ouço falar, fico imaginando coisas, me transporto para outros

lugares onde não há gente em volta somente nós dois.
       
Inicialmente era toda cheia de teorias,teorias que hoje já

não consigo elaborar  do jeito que gostava. Aconteceu também

de perder um pouco da minha espontaneidade. Refreio e cen-

suro alguns pensamentos quanto te encontro.Entretanto quando

estou sozinha, como agora, escrevendo, não sinto nada por

ti, apenas inspiração para escrever estas coisas tão sem pé,

nem cabeça e fico pensando que inventei em ti um desejo para

meus sonhos, para seguir escrevendo e publicando aqui neste

Recanto onde gosto tanto de receber os comentários dos meus

companheiros.
       
Não sei, Godré, e espero que também nunca venhas a saber os

sentimentos que escapam pelos meus sentidos e se transfor-

mam em palavras sociáveis que escutas quando elas saem da

minha boca.

Sinto algo diferente, há um clima entre nós, não sei definí-

-lo pode ser puramente de conteúdo dialético. Sei lá.

 Boa noite! Embora nuncas leias o que aqui está escri-

to. Ou quem sabe um belo dia de sol eu remeta pelo correio

(que coisa antiga!) esta cartinha. O que pensarás? Não sei. E

isso importa?
Marla
Enviado por Marla em 29/03/2006
Reeditado em 14/04/2006
Código do texto: T130287

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Marla
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
46 textos (2508 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 22:43)
Marla