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Flor

BsB, 9 de abril de 2006.

Bom-dia, ó flor!!!... Como vai você? Eu estou bem. Vou indo para onde meus passos me levam, para onde Deus guia os meus sentimentos. Sei que a distância que nos separa não é infinita, nem tão longa que eu não possa chegar um dia.

Hoje amanheceu chovendo. Aqui esta muito triste sem você por perto. O frio parece mais frio do que o de costume. Não consigo me agasalhar, não consigo esquecer o calor de suas palavras que ontem aqueceram os meus ouvidos, enquanto em seu colo me prendia.

Às horas parecem não ter fim, é como se os ponteiros do relógio estivessem emperrados, enferrujados, mofos. Ando de um lado a outro como se procurasse meu corpo por entre as paredes do quarto, como se procurasse sua sombra entre os raios que invadem o ambiente através de frestas abertas em mim. A cada instante percebo que mais e mais, nos aproximamos um do outro, que andamos em paralelas que se encontram no infinito, que andamos em direções que antes achávamos impossíveis. Confesso que tenho procurado diminuir as horas do sábado e o domingo. Temo por mim, por você, por Nós. Tenho medo que tudo vá por água a baixo, que deixaremos o rio, quase seco, nos afogar ainda no nascedouro. Nada é tão difícil que não possamos remar juntos, nada é tão grande que não possamos vencer com os nossos braços.

Sei que podemos produzir bons frutos, ótimos resultados. Basta que reguemos os nossos desejos, os nossos anseios, os nossos caminhos tão floridos. Mas você, um dia desses, teimava em dizer: não e não. Sua boca fala uma coisa, sua alma, em prantos, outras bem diferentes. Fiquei sem saber se chorava ou ria de mim mesmo ante tão tensos momentos. Vaguei por entre os corredores do meu Ser, fui ao último centímetro dos porões da minha ousadia tentando compreender o que era, naquele instante, incompreensível. Tentei todos os recursos, busquei todas as armas que dispunha naquela hora, nada parecia surtir efeito, nada parecia possível. Caminhei passos descompassados, cheguei a pensar que estava derrotado, mas não destruído. Sei que o seu corpo me chama, que sua pele me aquece, que sua boca não foge. Só não sei onde vamos parar, se é que um dia haveremos de encontrar um porto seguro.

Às vezes fico bravo como um touro que vai para o matadouro, um boi que sabe que a faca vai lhe abrir o peito, às vezes fico como um cão que caiu da mudança, às vezes morro mil vezes sem nem ao menos me dar conta da grandeza de tudo que está acontecendo.

Devo dizer ainda, ó flor, que sou um menino rebelde; que conheci a felicidade através de suas mãos, do seu carinho, do seu cheiro, do seu colo, de suas palavras, do seu não e do seu afeto. Já me disseram que o amor é desumano, eu prefiro dizer que todo Amor é possível.

Nunca pensei que um dia fosse sentir tamanha alegria, nunca pensei que ser feliz fosse tão simples, ainda mais sabendo que a sua felicidade pode ser tão grande quanto a minha. Ah, viver e morrer são questões a serem resolvidas, mas ser Feliz é poder dizer todos os dias: adoro VOCÊ!!!...

Beijos, Beijos, Beijos,
Pedro, seu fã.
Pedro Cardoso DF
Enviado por Pedro Cardoso DF em 11/04/2006
Código do texto: T137238
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Cardoso DF
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 68 anos
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