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à cabeça!

31-05-2006 13:21:37
O que me vem.../...à cabeça
ou
o que me vem...
ou
...à cabeça
ou
...à cabeça?

Cada um se vê de sua maneira e a seu modo:
os pés, as mãos, as roupas...
Alguns vêem-se ao espelho...
Eu tento ver-me de alguma maneira, procuro fazê-lo através das palavras e guardo-as. Mesmo esquecidas, mesmo as esquecidas, são como fotos dum momento. Às vezes... de mais dum momento, raro: isso exige mais trabalho. O trabalho de revelação é uma arte que se soma a outra arte: a arte do olhar, a arte de trabalhar o olhar!!

Escrevo isto para escrever para ti, quase sempre escrevo isto para ti. Tu és um tu, às vezes... eu. Isso implica um diálogo, isso/isto é um diálogo!
Deve ser por isso que tu me lês e dás atenção, procuras ver como eu me vejo?
Hoje deu-me para pensar sobre isto e sobre isto... te escrevo.
Comecei por um título:
...à cabeça?
Geralmente aposto na última ou na primeira coisa que me vem à cabeça: como apostar nalguma coisa que fica no meio duma ideia ou duma cabeça?
Quem escreve faz textos, chamemo-lhes poemas, cartas ou fotos?
Ver-me, vermo-nos através de textos levou-me a lembrar-me de te dizer que uma correspondência se ordena no tempo e no espaço, depois é como ontem te dizia... qualquer coisa que hoje já poderia dizer de forma diferente. Ou no faz de conta..., ou sem fazer de conta, como quem faz contas para chegar a um resultado exacto e matemático, ir procurar e dizer o que disse?

«Estava a pensar fazer uma experiência contigo, enriquecer a nossa experiência. Mas, é o "a ver vamos"..., porque tudo se prende com o tempo: afinal a "matéria da vida"..., principalmente nesta realidade tantas vezes dita virtual... err_a_da_mente...
Quero só dizer que deixei um comentário incompleto que hei-de ver se completo:
 
Este conto não acaba onde a história dum acto de amor acaba, continua como uma expiação, uma explicação, uma outra história dentro da história. Fala de pulsões, abre na narrativa uma psicanálise sem a leitura dos sonhos. Depois continua, completa-se onde tudo se completa na vida, na continuidade. Não é um conto muito comprido, mas conta toda uma experiência de vida. Parabéns!

Está completo, mas sinto-o ainda incompleto, senti..., agora nem estou a ligar. Amanhã falamos, escrevemos. Paro aqui, e queria parafrasear-te, citar-te, dizer o mesmo ou a mesma coisa ou outra coisa e tudo o mais + "podes escrever tudo o que quiseres"»
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 31/05/2006
Código do texto: T166567
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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Francisco Coimbra