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MISSIVA

Belo Horizonte, 17 de dezembro de 2004

Linda,

   Um dia, o boi comeu o nariz da vaca louca e teve indigestão. Aí, o jovem guerreiro arrumou um emprego e saiu por aí combatendo moinhos de vento. O raio da morte o atingiu, ele virou inseto e foi para o norte, vender Neocid para o Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O leitão voador, que desconhecia as novas baterias antiaéreas, saiu planando por aí e sifu na fronteira de Israel com a Rússia. Os árabes ficaram putos com os americanos e bombardearam Paris. De Gaulle levantou-se do túmulo e deu a ordem: Arrasem os ingleses!  O inseto vendedor de Neocid, então, desistiu do negócio e foi vender petróleo para os palestinos. Mas os palestinos não queriam mais saber de petróleo. Abriram um boteco onde era a agência do Itaú da rua Curitiba e instalaram vários institutos psicotécnicos em Barbacena, São João Del Rei e Natal. Porém, uma moca aliada a Bin Laden pousou no nariz do Forte Apache e já são duas e dez. Se eu não sair agora, perco meu ônibus. O Noé chamou a gente para ir na arca com ele. Pense no assunto. Quem sabe não seria uma solução, mas sim uma rima rica?

           
           Te amo.Beijos,

            Luiz Lyrio
Luiz Lyrio
Enviado por Luiz Lyrio em 18/05/2005
Código do texto: T17657
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Sobre o autor
Luiz Lyrio
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
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Luiz Lyrio