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Amiga III

 
Se fosse na época da cegueira, diria que fora uma surpresa grata, uma dádiva, ou qualquer adjetivo usado para expressar a emoção.
Hoje com os pés plantados (?), vejo que mais uma vez fui usado como escudo para tuas manobras dissimuladas.
Quando vais mostrar verdadeiramente a tua personalidade; ou será que já sei como és, e me recuso a enxergar.
Tantas bobagens ditas, juras eternas, tudo inútil e apropriado para nossos intentos.
Foi muita covardia de nossa parte, mas pouco importa. Éramos felizes, mesmo por instantes.
Quanta sacanagem fizemos um para o outro e pagamos em tempos opostos, a peso de ouro.
Qual dos dois é o mais culpado? Não sei! Nos entredevoramos e fomos levados pela turba da insensatez.
Quantas noites passadas em claro, quantas neblinas, chuvas e solidão agüentamos sem pedir arreglo.
Tudo fizemos para alcançar a negação, voltando sempre ao atracadouro inóspito, das marés baixas na paixão fulminante, da cegueira consciente e vã.

JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Enviado por JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES em 01/07/2006
Código do texto: T185515
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
JOAO DE DEUS VIEIRA ALVES
Eldorado do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 54 anos
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