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Minha Âncora Salvadora




21/06/1978.




Agora que estou só, num quarto que não é meu, numa casa onde nada me pertence, deixo meu pensamento voar por estradas que eu já percorri: meu passado.
Minha se vida modificou completamente: de rotineira, monótona e neurótica, para uma insegura, perigosa e só.
Rememorando o que passei, só me restam experiências, e uma jóia rara que conservo mais que a minha vida, porque é a minha vida, a âncora que a segura para que não seja arrastada pelas correntezas da morte: você.
Você mantém minha vida apenas com a tua presença em meu coração.
Você é tudo para mim: eu sinto teu amor circular em meu sangue, cada vez que respiro sinto o teu aroma, toda beleza que vejo, em tudo, percebo você.
O que sinto mais ainda é a ausência de tua pessoa, e sei que haverá sempre um pouco dela por anos a fio que para mim nunca parece esgotar um só dia.
Tantos momentos passamos juntos em que para mim tudo parecia um sonho, de tão perfeita a nossa paz. Sentia que minha vida renascia para que eu te amasse.
Agradecia à cada carícia tua, à cada beijo, pois percebia que eu ainda não estava morta. Eu sentia! Percebia que o mundo existia! Sim, meu amor, eu vivia ao teu lado.
E agora? O que será de mim? Te perderei? Viverei?
Se te perderei só o tempo dirá.
E se eu te perder, jamais viverei.
Você... você é a minha vida.
“Não posso viver e nem quero morrer longe de ti”.
Tentarei sobreviver para o nosso futuro, apenas.
Começamos do nada, mas não permitirei que termine, muito menos em nada.
Lutarei até o fim, e disso dependerá a minha alma.
Por favor, não se decepcione com esta escrita, entenda que eu a escrevi num momento de desespero, porque não posso desabafar isso cobrindo-te de beijos e exigindo o teu carinho, porque agora não estás presente, em corpo. Talvez teu pensamento seja igual, mas à tua maneira de pensar.
Benzinho, construa o nosso futuro o melhor possível, pois quero e preciso de teu amor.
Por favor, não o deixe morrer. Eu morrerei junto com ele.
Sou como uma brasa, cuja fogueira a sustenta. Sem as chamas, perecerei.
Minha âncora salvadora, como eu te amo!
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 24/07/2006
Código do texto: T200502

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21461 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 07:09)
Edilene Barroso