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Espero que me perdoem.

Esta carta é dedicada as pessoas que amei, as pessoas que não conheço, e as pessoas que me conhecem bem.
Estou escrevendo para pedir desculpas por todo o mal que causei e por todo egoísmo que propaguei.
Fui inconseqüente, fui insana. Hoje que as minhas palavras já não valem mais, eu reconheço o meu erro.
Peço desculpas, mas também condeno a todas as pessoas que fizeram o mesmo comigo, foram elas que indiretamente me ensinaram a ser como fui.
Já não tenho manhãs bonitas, e nem noites quentes, sinto medo todo o tempo.
Medo de que as poucas coisas boas que eu fiz em vida não sejam reconhecidas.
Demônios me assombram todo o tempo, tenho pesadelos e  raramente tenho sonhos agradaveis, e quando os tenho, sonho com a minha família e com o meu amor perdido.
Posso dizer que apesar do meu egoísmo inconseqüente, amei muitas pessoas, fui agradável o quanto pude, mas assim como as outras pessoas eu jamais fui perfeita.
Sofri muito com o egoísmo das outras pessoas, sofri porque elas pensavam somente em si.
Jamais me importei com o pensamento das outras pessoas, mas fiquei preocupada, gostaria de ter pessoas chorando a minha morte.
Vivi, fiz o melhor que pude, não fui perfeita, mas tenho a plena conciência de que doei as pessoas o que havia melhor de mim.
Desculpem o transtorno, sei que esperavam algo melhor para aquecer o seu dia.

Obrigada pela atenção dispensada.
Ludmila Siviero
Enviado por Ludmila Siviero em 28/07/2006
Código do texto: T204192

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Sobre a autora
Ludmila Siviero
São Paulo - São Paulo - Brasil, 25 anos
68 textos (28063 leituras)
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Ludmila Siviero