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08/05/1990.






Minhas noites sem tua presença são tão vazias, tão frias, tão mortas...
Sem teu olhar, sem teu cuidado, sem teu zelo, me sinto pequena, apagada e triste...
Tão só, tão triste...
Como falar com você? Como te chamar, pedir, amar?
Parece que estamos em pólos opostos, não posso te buscar, e me canso de te esperar...
Passam os segundos, minutos e horas, e a cada momento imagino você a chegar, me abraçar e me amar... mas a espera é tão longa...
Preciso de você pra me amar, me acariciar, me fazer feliz...
Sinto teu cheiro em meu quarto, mas nele você não está... sinto a firmeza e a maciez de seu ombro, mas não o tenho pra me escorar, sinto tua mão vigorosa, mas não a tenho pra me guiar...
Acredito em tuas palavras, te confio o meu bem estar, tenho fé em tuas promessas, creio que vais me amparar.
Mas o desencontro é tanto... tantos mundos e problemas a nos separar, que já nem sei se o melhor, é te esquecer ou te amar...
Sofro por não te ter ontem, hoje e agora, sofro por te esperar tanto tempo, pra gente se desencontrar...
Ah, meu querido, me venha, me possua agora, já, não agüento mais de saudades, não agüento mais esperar!
Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 09/08/2006
Código do texto: T212295

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
192 textos (21460 leituras)
12 áudios (4784 audições)
5 e-livros (337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 22:35)
Edilene Barroso