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Duas Cartas: 1 - Sobre o ócio criador ; 2 - Sobre a Crí_tica.

CARTA 1 : sobre o ócio criador.

Olá, Pedro. Bom dia.

Li aqui sua resposta a Mel, e também, abaixo, a mensagem dela, tratando das desculpas.

Comentando seu poetrix, "saudade", ótimo e criativo, falei que estava sentindo falta da sua presença mais freqüente, nisso nada de cobrança. Só mesmo reconhecendo que você colabora fortemente para o desenvolvimento do grupo.

Em seguida, no encaminhamento desse comentário, escrevi o letrix "preguiça", e dado as várias acepções que essa palavra pode tomar, e como aconteceu, estando na mesma mensagem em que falei sobre a sua presença menos frequente,  preocupei-me em dar-lhe essas explicações:

Mandinga é magia e feitiço.

Do outro lado, aqui na nossa Bahia, levamos os nossos relacionamentos de amizade, e também a nossa preguiça, muito a sério. Caimmy é tido como o pai da preguiça nacional, Jorge Amado nos fala do "ócio criador", e temos a nossa Ladeira da Preguiça (mas temos também a Praça da Paciência, rs).

Recentemente li "A Teoria da Classe Ociosa" de Thorstein Veblen e tive notícia de um autor italiano que escreveu sobre o mesmo tema.

No Veblein temos uma análise sociológica, muito interessante, escrita por ele, economista, para uma perqüirição sobre os paradigmas.

Numa das passagens ele diz : " A desnecessidade de trabalhar não é só algo honorífico e meritório; muito cedo torna-se um requisito de decência. Durante os primeiros tempos de acumulação de riqueza, a insistência na propriedade, como base da respeitabilidade, é extremamente ingênua e imperiosa. Essa desnecessidade de trabalhar é a prova convencional da riqueza, sendo portanto a marca convencional de posição social; e essa insistência sobre o mérito da riqueza leva a uma insistência sobre o ócio.". ...

E por aí vão, teses e antíteses analisando o homem em sociedade, contrapondo a dígnidade e a vileza, ferindo a sociedade industrial e a sociedade de consumo - Sínteses.

Peço-lhe portanto, amigo, que não considere o letrix uma crítica, e se por falta dessas minhas explicações, ele lhe causou qualquer aborrecimento, que me desculpe. Afinal, sei que todos nós já demos, e continuamos a dar, as nossas contribuições e a realizar com satisfação as nossas atividades.
Continua com a cacimba cheia - de versos na cabeça - mas não se esquece do refrigério da água na moringa, nascidos da preguiçosa ociosidade mágica, criativa, da poesia, que isso por si só, já é trabalho muito.

Um abraço.
Marco.


CARTA 2 - Sobre a Crí_tica.

Viu só, amiga? que m(c)ulherzinha cri !!!
Na hora de escrever o Bom! também cortou o Ba.
Chorar esse Bom, é darwiniano,
está na evolução das espécies;
é dinossáurico, está no devoniano,
assim como poetrix veio dar no ptérix,
passáro que avoa e quando antigo,
dos evos tempos, desde os primeiros,
apelidado de archeoptérix.
 
Raspado, gélido, nu, quando li,
( tudo isso não eu, mas o bom em si),
eu só podia dizer obrigado.
Vox huius populi, vox Dei,
e como as linhas estavam tortas,
a diva encurtou as palavras,
para não entortar a escrita.
Cri, cri, como sempre, creio!...

Um abraço.
Marco Bastos
Enviado por Marco Bastos em 09/08/2006
Reeditado em 09/08/2006
Código do texto: T212659
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marco Bastos
Salvador - Bahia - Brasil, 72 anos
1717 textos (87455 leituras)
2 áudios (495 audições)
1 e-livros (791 leituras)
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Marco Bastos