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Poetas da Rede

Carta aberta a quem como eu goza o gozo de percorrer as palavras como quem visita um Zoo e, depois de escrever um poema vivido, solto ou sofrido, se sente... o rei dos animais!
Ah poetas!... O poeta: o rei da bicharada!!!
Quem não fica empolgado depois de escrever?, antes de escrever?, ou enquanto escreve? Se esse alguém existisse, pergunto: escreve de castigo? A poesia está aí, nos desconhecidos versos do conhecido Universo: na escrita, em tudo que é representação. Estão lá para serem descobertos, e, somos nós, os poetas... Os reis da bicharada!!!
É uma coisa engraçada a importância que os poetas se dão, prefiro um cão a dar à cauda a um poeta a coçar a sarna da pele que sente no papel. Pois é difícil ser poeta quando se sente a importância, a imponência, a imortalidade a viver a idade das palavras a viverem a Língua para além da nossa morte!
Este aspecto, do parágrafo anterior, é onde o poeta é o coitado: ele sofre! É onde o poeta é mais simpático, mais frágil, mais o mano humano da dificuldade que todos, mais ou menos, uma vez ou outra ou sempre, temos de enfrentar: as agruras entre o querer e o poder!
O lado mais antipático do poeta não é ser o rei da bicharada, é querer ser. O leão pode ser o rei da bicharada, isso não lhe dá dores de cabeça, nem faz cair a juba!
Hoje apeteceu-me rugir, tossir e peço desculpa se os incomodei com este texto político. Eu até posso simpatizar com reis, desde que não tenha dos aturar: os reis de países republicanos?
Tossi, mas espero não me ter engasgado com as palavras e trazer o caro/a leitor/a até aqui, onde espero se pergunte: qual é a Moral da História, a razão da carta?
Há sempre um momento em que nos interrogamos: como se interrogam os outros? Resolvi escrever uma carta tocando os diversos registos do eu_fórico ao dis_fórico daquilo que digo, recorrendo à frase idiomática "conversando com os meus botões".
Verdadeiramente não há uma Moral, há: a Moral. A ideia duma ética associada a estas considerações, onde fica o tema: o poeta é o Rei da Bicharada!
Tentar chegar a uma Moral, seria o mesmo que tentar obter uma conclusão. Ora, quis dizer e contradizer, quis entreter e entretecer: um enredo em rede... onde todos somos Poetas da Rede.
Com mais propriedade chamo poeta ao que não se reclama poeta, todos somos uns líricos, o verdadeiro Rei da Bicharada é o Homem. Um ser irresponsável, cuja ambição é ir para o Céu e atingir o que imagina!
Estamos a viver os últimos anos dum mundo onde imaginámos a Liberdade tentando combater a opressão, criamos e criámos tal opressão que já estamos a passar (o) governo para as máquinas que criámos. Quando as quisermos destruir, acabaremos de destruir o mundo que com a ajuda delas já quase destruímos. O quase que falta é a cura desta doença incurável: a consciência humana, o "paradigma perdido".
Esta é pois uma carta aberta para o Rei da Bicharada, todo o poeta que habita o seu fuso horário.
Recantuais Saudações, desculpem as lucubrações nada optimistas.

{Li algures que nos últimos 80 anos retirámos dos oceanos 90% do pescado que nos oceanos habita, habitava. Não é questionável a verdade desta afirmação, só pode ser uma estatística realista; é "comentável" é todos os dias serem destruídas milhares de toneladas de pescado  para... não fazer descer o preço do peixe!
Do foro do eu(fórico) ao foro do dis(fórico)... disse.
(escrito depois da mini-crónica que... deixo para amanhã)}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 06/09/2006
Reeditado em 06/09/2006
Código do texto: T233744
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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