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Médium Social

Caro,
Não agradeço com um postal, nunca sei onde paras. Mas a D, tua, minha e Dela?, Médium Social deste harmonioso trio, te dará a pensar o meu último poema.
Gostei do teu postal, devo ter tardado a recebê-lo uns dois dias já com ele em casa, não faças caso!...
Abraços (hoje vou/estou pelos braços) junto ao peito!!
F

Médium Social ou
a tentação de voltar

1 hoje poeta
hoje o poeta voltou a ser um Médium
Social e sente a tentação de voltar
a fazer literatura no dizer do poema

2 em verso
sentei-me à vossa frente procurando
este acaso para o caso e começo
a declamar o meu último "em verso"

3 faço prosa
faço prosa desta conversa longa
onde pararei quando, conquistador,
tiver chegado aos cem sem parar

4 lembro-me
lembro-me como fiquei feliz quase
mais que feliz ou outra coisa ainda
para lá do dobrar de esquina onde

5 as ondas
podemos descobrir o mar e isso,
essa sorte, para alguns poderá
apenas acontecer um vez na vida

6 quanto baste
já não espero uma felicidade igual
pois dedico-me a felicidades novas
diferentes o qb – quanto baste...

7 qb
que bom, que bomba!!! O vazio
ocupa a posição no prato
dum bife de vazia!

(podíamos continuar até aos 100
e eu ululando voltaria a ser
a criança a declamar "números")
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 14/09/2006
Reeditado em 14/09/2006
Código do texto: T240009
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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