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NOTAS: A FOGUEIRA DAS VAIDADES

Antes de qualquer outra coisa, terei que me explicar com todos os amigos queridos que a poesia tem me trazido, sem esquecer de ser-lhes infinitamente grata pelos comentários, na maioria das vezes elogiosos e, também por aqueles outros que, devidamente revestidos do genuíno interesse de tornar melhor o meu trabalho, colaboraram imensamente para que eu atentasse para as arestas que pediam um certo polimento. Agradecer-lhes também pelas notas que, mesmo que em alguns casos, eu própria não me daria, mas que me davam a alegria de sentir que minha escrita tinha-lhes chegado à emoção.
  Este bla-bla-bla inicial é para que os meus habituais leitores, que, mais do que isso, tornaram-se amigos poéticos, possam entender minha decisão, que vem há algum tempo sendo amadurecida, de optar por não mais receber notas. Não estou jogando às moscas as notas que tenho recebido com tanto carinho de todos. Tampouco estou desconsiderando a avaliação feita sobre meu trabalho. Não se trata disso. Não me incomodam as notas dadas quando não sejam o máximo, principalmente quando são acompanhadas de comentários pertinentes e que me mostram que aqui e ali o texto pede mais trabalho. A estes agradeço. O que têm me incomodado é a fogueira de vaidades que a classificação por notas vem se tornando.
Falo em fogueira de vaidades porque desde que passei a figurar na lista de classificação, pessoas que nunca me liam, passaram a fazê-lo, fazendo comentários sem nenhuma conexão com o texto e atribuindo-lhe uma nota totalmente em desacordo com a de todos os outros leitores. Razão para isso? Não serei eu a dizer. Que o digam os que assim o fazem.
Não me preocupa receber notas. Quero que os que apreciam o que escrevo, sigam me lendo. Quero continuar com este bate-papo gostoso com aqueles que sempre têm me acompanhado e também com aqueles que passarem a me conhecer e se agradarem do meu estilo.
Quando comecei a pensar no assunto, comecei a pensar também no sentido contrário: não me sinto apta a atribuir notas a quem quer que seja. Assim que, de ora em diante pretendo apenas mandar meus comentários. Sem notas. Segui pelas Letras porque os números nunca me agradaram. Então, que sejam deixados para os que gostam de números. Diria que isso é quase uma sugestão para quem tem o trabalho árduo e bem feito de cuidar deste Recanto: para que nos servem as notas?
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 14/06/2005
Código do texto: T24512

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154021 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:17)
Débora Denadai