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Sofro sem respostas...

(Ah! Como eu queria...)

Queria entender a vida; sim a vida, tarefa difícil não?!
É mas eu queria!
Seria feliz se conseguisse...
Ando em busca de uma resposta,
Andarilho insaciável sou,
Busco resposta para meus pensamentos, desde os mais simples até os mais sombrios.
Não importa onde tenha que ir ou o que tenha que fazer, busco respostas...
E fui em busca de uma...
Sim, ligeiramente, infatigavelmente procurei uma resposta,
Arrisquei tudo, deixei de lado a curiosidade de todas as outras para encontrar apenas uma.
E fui sôfrega em busca do que queria.
Neste vasto mundo a toda criatura perguntei
Não me cansei,
Perguntei à esquimó e africano;
Perguntei à índio e à francês;
À feiticeiros e jesuítas;
Perguntei a pedras e bosques;
A arvores e cachoeiras, neste vasto mundo, por todo andei!
Andei na ânsia, na turbulência de um mundo cheio de mentiras e verdades, de alegrias e tristezas...
Andei, andei e cansei-me, cansei-me diante da triste realidade; não encontrei o que eu queria, o que eu precisava... A resposta!
Meus amigos chamam-me de misteriosa...
Se for considerada misteriosa, uma pessoa que percorre o mundo em busca de um amor, de uma solução para te-lo para sempre ou esquece-lo de vez...
Sou sim, misteriosa, não disse a ninguém em busca do que ia, pois era algo íntimo, só meu! Eu carecia de uma resposta, resposta a qual ninguém podia me dar, eu tinha que ir atrás, buscar, sofrer...
E fui... Hoje estou aqui na melancolia de uma vida, de um problema sem solução, mas ao menos fui, lutei,
Venceram-me, porém eu não me deixei vencer...
Lutei, mas aguardo quem sabe um dia, que a resposta que eu tanto procurei tenha um dia a solução que eu esperava,
Só espero que não seja tarde de mais,
Espero que ainda possamos viver juntos muitos anos felizes de nossas vidas,
Enquanto isso sofro...
E viverei até o dia do milagre incerto,
Como um pássaro ferido, que já não voa mais como antigamente e nem canta mais esplendorosamente como dantes;
E vive agora a entoar sem muita afinação, melodias melancólicas...
Assim viverei eu...
Espero tão somente que seja eu uma Fênix, que possa renascer das cinzas de angustia, deixar de lado o passado triste de outrora e viver feliz novamente!
Aninha de Souza
Enviado por Aninha de Souza em 27/09/2006
Reeditado em 28/09/2006
Código do texto: T250548

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Sobre a autora
Aninha de Souza
Sumaré - São Paulo - Brasil
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