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Um lamento e uma decisão; vou ser feliz!

Um lamento e uma decisão! Vou se feliz!

Daqui do alto observo, como és imenso o mundo! Ergo meus olhos para o céu ignoto; já lânguida e pergunto sôfrega ao Ser Supremo: Por quê? Num brado essa pergunta aflora, e o eco responde... Por quê?
Venta muito aqui em cima, um vento frio, é inverno, eu, porém não o sinto frio, pra mim é indiferente, mesmo com pouca roupa não sinto frio. Não me canso, preciso de resposta, indago novamente, debalde.
Suplicas afloram de meus olhos em forma de lágrimas, e morrem em meus lábios me fazendo lembrar mais uma vez quão amarga é a dor que sinto.
O vento chicoteia-me a face, sem dó, sem piedade, sem importar-se, estou estafada...
Olho para baixo, a altura é grande, não tão grande como minha dor. Meu coração grita, brada, mas seu urro é abafado pela dor e transforma-se num silencio doloroso e interno...
Em meio a devaneios minha dor aumenta, olho ao meu redor, onde estás meu menestrel, meu anjo, meu amado?! Oh! Meu belo mancebo! Sou devota desse amor, amor ilusório, platônico, irreal!
Rio de mim por acreditar em tamanha bestialidade, não tenho forças, quero morrer, sumir, quero que a terra consuma-me. Por que tento levar a frente um amor tão parvo?
Não sei, só sei que sofro.
O vento passa por mim, é como se zombasse da grande otária, inerte aqui no alto. Mas preciso aliviar meu coração de alguma forma. Padeço! Parvoíce minha levar isso a diante, douda...
O vento imponente continua a chicotear-me, é como se tentasse me fazer reviver, acordar para a vida e ver a besteira que estou fazendo! Mas para mim já chega. Agora começa a escurecer, há apenas alguns perambulando pelas esquinas. Vou descer daqui, vou aconchegar-me em meu leito e esperar que mais um dia se acabe e que eu acorde melhor!
Meu coração tem um misto de dor e raiva, raiva por ter-me deixado chegar até aqui. Agora, não passo de uma figura macilenta e lânguida...
Increpo-me.Desço decidida, não sofrerei mais, deixo para trás a dor, e o vento. Vou viver, vou esquecer, vou ser feliz...


...


Aninha de Souza
Enviado por Aninha de Souza em 02/10/2006
Reeditado em 03/10/2006
Código do texto: T254368

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Sobre a autora
Aninha de Souza
Sumaré - São Paulo - Brasil
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