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Uma Verdadeira carta de amor...

Quando penso em amar, tudo muda dentro de mim, quem sou, quem gostaria de ser e até mesmo quem já fui. Acredito que o amor é o único verbo capaz de transitar pela relatividade do tempo e pendurar no coração o significado da verdade. E a verdade, esta sim me consome constantemente.
Sei que pra você o amor ainda é uma palavra, um bem desconhecido ou talvez um mal necessário... Para mim já foi um sol que cega porém acolhe. Antes de você, amei sem saber o que era real. Digo que ceguei por amor, que sofri por amor, que chorei, que fraquejei, me transformei, cresci - Mas depois de ti, descobri que nunca fui tão feliz.
Esse tão feliz se justifica quando me lembro de todos os detalhes, a começar pelo seu olhar, onde percebi a grande diferença. Teu olhar direto e introspectivo sempre me convence a acreditar no que quer transmitir, como a sinceridade das tuas vontades. Suas palavras nunca são inoportunas, insensatas ou insignificantes e sei que quando proferidas, querem mais que traduzir o que você sente... suas palavras querem crescer. Teus gestos são especulados e contidos porque assim é a tua condição para se entregar. Se envolver discretamente foi uma escolha justa para você que ainda se vê no meio do acaso.
São detalhes que afloram certezas, são cuidados que protegem convicções – as tuas...
Eu sobrevivi as várias formas de se amar e só agora entendi que se dar é muito mais que esperar receber, que confiar é muito melhor que controlar, que respeitar é questão de honra e não de merecimento. Aprendi que gostar é algo surpreendente e não apenas saboroso. Sem querer tenho que reconhecer que a saudade não só existe como sobrevive!
Como pode ver, são tantos os motivos e variáveis as razões por crer... Deixar de admirar e de fato abraçar tudo o que estou vendo para estar nos braços seus.
Agora o que sente, é mais teu do que meu. O que tanto sinto já é teu e... não sei porque o amor me consome tão inconseqüentemente. Sei que o amor ainda te contesta, precisa da verdade do outro além da tua para acreditar, que de fato existe aí dentro. O que posso dizer é que as conseqüências de se amar são como alimento, ideais consumáveis:
O que existe de tão forte é a falta, que me pede para ser saciada.
O que existe de tão grande é a vontade, que me implora para ser expandida.
O que existe de tão honesto é a verdade, que pede para ser explorada...
A verdade que cabe num instante é que define sua intensidade, por isso aprendi a te amar tão fácil...

Por amor a alma sucumbe
Por amor o corpo falece
Por amor o que sou tudo muda.
O amor não cabe em si, ei de conservá-lo aqui, dentro de mim onde cabe tudo.
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Dedicatória: Já foi para alguém que não merece
             És de alguém que ainda não existe... em mim!
Gita Habiba
Enviado por Gita Habiba em 04/10/2006
Reeditado em 27/12/2006
Código do texto: T256133

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Sobre a autora
Gita Habiba
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 37 anos
293 textos (93435 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/11/14 17:51)
Gita Habiba



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