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Te amo muito!

Meu amor, espero pelo tempo em que eu lépida, fitarei seus belos olhos,
E refletirei numa vitória alcançada, em uma vida feliz, serás diferente de hoje.
Quimera, utopia, fantasia...
Hoje me encontro aqui taciturna, sorumbática, a refletir sua imagem,
Corpo miúdo, meu belo menino! És tu mancebo que em me encantaste!
Faço a ti belos versos e recito-os para as estrelas,
Que enfeitam essa noite sombria que me acompanha, tão negra quanto meus cabelos...
“Meus olhos se derramam sobre a noites, estou só...”
Na realidade, amor fátuo,
Sentada na esquina do mundo, espero você meu amor, fico a sua espera,
Noites a fio sem descansar, já sôfrega.
Disse ao meu coração pra te esquecer, parvo, tu sabes! Inútil dizer!
Queria estar contigo num cabeço, só nós a declarar-lhe meu amor,
Nosso amor, casto como o nascer de uma criança.
Burilo versos cheio de verve, á espera de recitá-los um dia pessoalmente.
Tola, tenho que parar com isso! Consterna, sofro!
Vivo a galgar pela minha tristeza, pelas esquinas do mundo á procura de meu amor.
Titubeio meus versos melancólicos, lânguida, vejo agora no espelho a figura macilenta, da qual Álvares tanto falava.
Peço a você então que recite meu epicédio,
Que estejas em meu funeral, leia meu epitáfio,
Para que não esqueças de mim,
Alguém que te amou, mas do que quem te acompanha!
Aninha de Souza
Enviado por Aninha de Souza em 17/10/2006
Reeditado em 18/10/2006
Código do texto: T266499

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Sobre a autora
Aninha de Souza
Sumaré - São Paulo - Brasil
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