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Desabafo

Eu tenho consciência, mais que nunca, de que solidão é diferente de estar sozinha. A primeira coisa que faço, ao acordar, é agradecer a Deus pela minha vida. Do jeito que ela é. Com tudo que já vivi. Sei que é exatamente assim que ela deve ser. E, com certeza, por escolha minha.
Essa  consciência porém, não anula o desejo de ter com quem compartilhar minha vida, daqui pra frente. Aos poucos, ameniza a urgência desse desejo.
Por muito tempo, me anulei. Mas aprendi muito durante essa etapa. A anulação existe em tese. É como uma hibernação. A gente está ali, viva, latente, observando, crescendo. Tecendo parâmetros.
Quando estamos maduros, nos emancipamos e iniciamos, ou melhor, continuamos nossa viagem, apenas trocando o itinerário. Tem percalços, claro. Mas vale a pena.Como diz o poeta "Tudo vale a pena, se a alma não for pequena".
Às vezes me sinto incoerente. Mas, lá dentro, com as minhas conjeturas, sei que é assim mesmo. Não é incoerência, é despertar. Ver todos os lados. Analisar o sim e o não, quem sabe, talvez. Perde-se muito tempo, pensando que se pode encontrar a verdade absoluta. Quando escrevo, sei o que estou querendo transmitir, mas quando a mensagem chega ao leitor, ele a entende conforme seu estado d'alma..29/01/2004
Vitoria Lerinha Haubert
Enviado por Vitoria Lerinha Haubert em 19/10/2006
Código do texto: T268485

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Sobre a autora
Vitoria Lerinha Haubert
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
266 textos (18684 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 00:23)
Vitoria Lerinha Haubert