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Quando você voltar II

 Você é toda a minha POTRANCA de ancas de carne e tempo... que eu cavalgo nos meus sonhos mais reais de POTRO selvagem e indomável a correr com os ventos...


... meu Amor... Por volta de 1:40h da madrugada deixei uma mensagem gravada no seu celular. Antes, tinha deixado duas outras, mas não tive a certeza se havia sido gravada. Eu te amo tanto, tanto, tanto! É um amor tão grande e intenso... tão permanente, que até para mim é uma bruta e, agora, brutal surpresa! Nem sei como vou me virar com tanto amor por você em mim, se você não mais me quiser. Não faço a mínima idéia. Tudo o que é existência e vida em mim... pede e PEDE pra você FICAR. Quando deixo em aberto a possibilidade de você ir embora de mim é porque a vida me ensinou que o Amor é permanente risco de ir ou ficar. Cabe apenas a nós, os viventes do Amor, decidirmos. Já lhe disse isso com toda a certeza de mim, amor, que por mim, já decidi: quero ficar com você. Quero que você fique. Preciso de você. Preciso de você em minha vida... em minha existência... em mim, meu amor. Sou um Homem feito de silêncios, quando sinto que o amor é pra valer. Desde que a procurei da primeira vez, que senti algo muito estranho movendo o meu interior de profundezas abissais. Naquele tempo eu comecei a amá-la sem saber. Tive medo. Mas aos poucos, sozinho comigo e diante de uma outra  possibilidade de amor, fui percebendo que algo em mim, uma antiga presença feminina se movia silenciosamente nas areias ardentes da minha alma de peregrino dos desertos. Assim que ela me deixou de modo brusco e tolo, pude sentir quem era a misteriosa e antiga Presença feminina em mim. Vi claramente você diante de mim. E no dia em que isso me aconteceu, lembro, eu corria à noite nas areias da praia da Barra da Tijuca, como tanto gostava de fazer, na parte bem fofa das areias da praia, por uns 4 a 5 Km... como se estivesse correndo nas areias de um deserto! Parei e fiquei diante do mar pensando intensamente em você. Quase via a sua imagem nas águas. Era uma experiência muito forte e emocionante pra mim. Sentei na beira de um barranquinho de areia, onde a espuma das ondas mais fortes chegavam e chorei muito. Chorei muito de amor por você. As lágrimas não paravam de verter dos meus olhos, tal era a emoção por estar descobrindo que você era a Mulher da minha vida: aquela a quem busquei sempre... até mesmo nas outras a quem amei ou de algum modo gostei. Fiquei por lá um tempão. Quando fui embora, assim que cheguei em casa, sentei ao computador e escrevi isto, que nunca lhe enviei ou sequer comentei:


"Escrevo para você..., ainda que tardão da madrugada; escrevo. É provável que você jamais leia essas palavras... mas mesmo assim, as escrevo para você, minha sempre, sempre, sempre... Agora pegue comigo carona nas asas da fabulação e se deixe voar... Sinta-se solta, leve e livre. Desaperte o seu coraçãozinho, apeie dele essa dor e afrouxe lindo esse seu sorriso de Mulher-menina-sapeca. Relaxe. Você está diante de um Guerreiro que só lhe quer bem; que foi com a sua cara e a sua essência feminina de ser. Relaxe. Desarme-se de si, sobretudo... Relaxe. Respire. 'Cê tá mais calminha agora, comigo? Relaxadinha? Prontinha para ouvir uma 'Breve história do tempo'? Algo acontecido nos primórdios do mundo, entre ambiente e cultura... Pois então, sinta-se sentadinha à beira de uma fogueira de noite fria e luar, num tempo perdido dos registros escritos. Somente o crepitar das chamas devorando a carne da madeira e algo por contar... Quando o tempo era também o espaço do mundo e a vida ensaiava as suas primeiras palavras, o fogo era a luz pela qual todos ansiavam. Numa aldeia de mulheres e homens de bronze, essa coisa viva... essa mais que coisa viva; esse Ser de éter movente e movediço, o Fogo, havia passado de geração para geração, num cuidado essencial por não se apagar, como se isso pudesse significar a noite, sua vasta escuridão e os seus assombros e frios naquela gente. Todos davam a sua cota para manter a chama acesa. Porém, tal Fogo era voraz, exigindo de cada um, redobrada atenção e mais e mais lenha. Florestas inteiras foram devastadas para saciar a sua fome elemental. Naquele tempo não havia degradação; havia apenas a transformação. O mundo era uma usina, verdadeira aciária de rochas, árvores, bichos e gentes. Provavelmente de uma dessas gentes, dentre as da aldeia do Fogo, nasceu o mito da Paixão. Vamos ver quem, ...? Numa noite muito fria e só, uma mulher ainda jovem e selvagemente bonita cuidava do Fogo, alimentando-O com troncos retorcidos e secos, enquanto todos dormiam. Nesse tempo as noites eram muito longas... quase uma eternidade. Num certo momento não mais havia madeira para alimentar o Fogo. A mulher num ímpeto de amor e desespero por sua missão, arrancou o seu coração e o lançou ao Fogo... que o devorou como nunca. Como não fizera com madeira alguma antes! Logo cresceu em labaredas. Crepitou como jamais antes. E brilhou com uma luz estranha e intensa... incendiando o olhar da mulher. Era ela, naquele instante, a primeira mulher que alimentou o Fogo com o seu próprio coração e simbolizou para sempre, por toda a aldeia a voracidade do Fogo  pelo coração humano: o mito da Paixão. Seu nome era Paixão. E você, ..., talvez nenhum homem atualmente saiba, mas eu sei, meu amor, eu sei... Você é o renascimento de Paixão; a sacerdotisa do Fogo... e que hoje à noite, quando corria nas areias da Barra, diante do mar em lágrimas no meu olhar, finalmente pude sentir e perceber nitidamente. Paixão é a Mulher e fêmea que eu sempre busquei neste mundo, desde tempos imemoriais... nas frias noites enluaradas de mim, à beira de antigas fogueiras... Mas e agora, ..., como chegar à você outra vez para lhe contar da minha descoberta e coragem por não mais temer o seu amor? Como? Sinto-me sem jeito. Atualmente faço de tudo um misto: luto como quem ama; escrevo como quem escala e mergulha; subo montanhas como quem desce ao mar; mergulho como quem vai ao cume; corro como um guerreiro antigo por entre o maciço da Tijuca; caminho como um homem pós-moderno nos espaços da minha cidade, do meu país, do mundo; malho como um gladiador romano, tendo a vida por estímulo... e a morte por sombria espreita a me rondar; sobretudo, ..., a amo como se houvesse apenas o agora e eu morresse aqui. " (Rio, 4/fevereiro 2003 - terça/noite)

Te Amo, amo e AMO, minha ... Tenha certeza: a QUERO como nunca em mim e no meu viver. Você é a Mulher da minha vida, do mesmo modo que eu sou o Homem da sua. Já vai longe o tempo do nosso início e você, hoje, pode confiar em mim. O meu Amor por você é verdadeiro. Tão verdadeiro quanto a inspiração dessa história que escrevi pra você. FIQUE Amor. Não vamos nos perder. É muito, MUITO precioso e essencial o que existe entre nós,... Nada que se ache em qualquer outra (o). Se existem arestas em mim, dialogue comigo, Amor. Com certeza eu posso me aperfeiçoar para você, até caber na precisão da sua alma feminina... do seu ser, sem lhe machucar. Mas, por favor, meu amor, não vá embora de mim. FIQUE. Eu te Amo.

   Com Amor, carinho, Amor, paixão (Paixão), Amor, tesão, Amor, respeito, Amor, cumplicidade...

                                                                                                                                 RRenee, Teu, sempre.

                                                                                                            (Rio, 05/novembro 2006 - domingo/madrugada)

P.S.: Estou exausto. Emocionalmente exausto. Vou dormir pesado até a metade do dia e depois vou à vida. Dormirei com você em mim, como tenho feito por bem mais tempo do que você imagina.
RRenee
Enviado por RRenee em 05/11/2006
Código do texto: T283266
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RRenee
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