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CARTA DE DESABAFO

   Estou só, escondida em meus pensamentos, preciso desabafar, senão explodo de angústia e solidão. As minhas ideias hoje atrofiaram, a poesia travou, não flui, preciso escrever livremente, desabafar as dores que me sufocam para não fenecer. Lembram dessa passagem na Bíblia: quando estou fraco é que sou forte, assim diz o Senhor. Às vezes pareço assim, na minha fraqueza, estou forte, mas não para mim, para ajudar aos outros que me leem, mesmo com palavras, quando não posso dar o apoio necessário, porque na realidade todos nós temos limitações, uns mais outros menos, cada qual a seu modo.
   Em certos momentos viajo pelo mundo, ando em lugares por onde nunca andei, mesmo no pensamento, nos sonhos, penso que seja porque tenho vontade de conhecer, mas no momento a situação não permite e falta-me o Gramor, como diz Lady Kate. Sabe uma vez descobri que uma viagem muda muito a vida das pessoas, faz um bem enorme, transforma a coisa num brilho intenso, vocês entendem o que quero falar, tenho certeza, como já viram, apesar de ter conhecimento, gosto da simplicidade, falo como se estivesse olhando pra você nesse momento. Sou tão diferente de muita gente, inclusive de toda a minha família, acreditem, nem eles me conhecem, sou peça rara de antiquário, ao longo da vida fui sendo lapidada pelo sofrimento, pois para quem não sabe, sofrimento lapida mais que qualquer outra coisa, e ainda faz brilhar divinamente. Devem estranhar, mas tenho essa necessidade de falar de mim, isso me ajuda a viver, é como se eu dissesse: se você escreve sobre fatos da vida que não pode controlar, isso ajuda a suportar. O comprimido para a minha dor é a fala.
   Aprendi e apreendi muitas coisas interessantes, sabem onde? Não! Nos livros. Para mim eles são o parque de diversão da minha mente, sou fascinada por eles, instruem, informam e direcionam, claro que li mais os que falam de Deus, mas até os ruins te ensinam algo de bom, como a se modificar por exemplo.
   O ser humano é a espécie mais complexa da face da terra, ele aprende a ser bom e a ser ruim, a ser alegre e a ser triste, a ser bondoso e ser egoísta, ser caridoso, amoroso...e por aí vai, a nossa mente é o maior livro que já existiu, você não tem condições de folheá-la totalmente, mas apreende com uma rapidez impressionante, e pode educá-la, que é o melhor de tudo, pegar todo lixo que não te serve pra nada e jogar fora. E você pergunta! Como posso fazer isso? Eduque-a todos os dias um pouco.
   Voltando a mim, esta é a minha força, a minha fraqueza é não ter recebido amor, por ser alguém diferente, não tenho medo do novo, do desconhecido, mas se tratando de amor tenho grandes frustrações, pela forma como fui criada, as cicatrizes levam tempo para serem curadas, mas até isso me trouxe o lado bom, comecei a escrever por esse motivo, nas horas mais tristes da vida, colocava no papel e assim fui aprendendo a não ter vergonha de falar de mim, da minha vida. Vivo tentando ajudar as pessoas dessa forma, quantas Esperanças não tem por este mundo afora, só está faltando coragem para se encontrarem, porque existem pessoas que maquiam o que sentem, e isso adoece, é a maior ferida da humanidade; fazer de conta; eu não faço... àquilo que pensam ser nem sempre é o que parece. Meditem nessa frase: solte as amarras que tem dentro de vocês, falem, gritem, desabafem, isso não é vergonhoso, a maior vergonha é a repressão de si mesmo.
   Lembrem-se, as suas ideias, os seus pensamentos são coordenados por vocês, eles são o foco das suas emoções transpostas na fala ou no papel, sejam autênticos, aplaudam, valorizem o  ser, ele é a vossa luz.
 
Uma dica: assistam o filme, comer, rezar e amar
um livro: Jesus o maior psicólogo do mundo (Augusto Cury)
Bj a todos...fui
Esperança Vaz
Enviado por Esperança Vaz em 26/05/2011
Reeditado em 08/02/2013
Código do texto: T2994462
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Esperança Vaz
Cocal - Piauí - Brasil
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