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Ao efermo da alma

Caro enfermo da alma, lhe escrevo para contar as boas novas. Tenho feito ótimas descobertas e quero compartilha-las, mas antes é preciso que se explique o porque disso tudo. Lembras há algum tempo quando me dissestes que a vida se fazia das desgraças e que o presságio maléfico de todos estava prenunciado? Lembro-me ainda que todos já haviam desistido da procura incessante à felicidade. Estimo melhoras em seu estado e para isso envio-te essa.
Há algum tempo venho descobrindo segredos de inestimáveis momentos em que me vejo envolvido e com isso venho trilhando o caminho da esperança a passos largos e firmes. Tudo o que resta para trilhar esse agradável percurso em segurança é ter a fé em que por esse caminho chegarás à felicidade.
Passa-se por curvas sinuosas, nas quais teme-se não conseguir ultrapassar os obstáculos e não escorregar pelas artimanhas do hábito e da influencia errônea de outros. Os outros são os menos capacitados a discursarem sobre o que é bom ou ruim em nossa caminhada. Temo que esta seja uma das únicas viagens que se pode realmente, e seja de única possibilidade fazer-se sozinho.
Não estou aqui dizendo verdades universais meu caro, nem quero ser o portador delas. Seria tamanha responsabilidade carrega-las. Estou apenas relatando detalhes que julgo ser de extrema importância em sua recuperação. Você que teve o coração a pouco partido pelas desventuras da vida quero que saiba que sempre há uma possibilidade de recuperação. E trilhando pela esperança até a felicidade me foi suficiente. Amigo meu de extrema fortitude disse que além da esperança teve o prazer de caminhar pelos campos do sofrimento. O que vieram, relatou-me, a deixar a chegada à felicidade mais saborosa ainda. Confesso que mesmo variando em intensidade preferi me reter apenas pelos viés da esperança, tal sou que não agüentaria caminhar lado a lado tanto tempo com o sofrimento também.
Espero estar lhe relatando da melhor forma a trilha que fiz para alcançar essa felicidade que estampa no peito do mais forte dos homens como no mais ordinário e nos deixa radiante tal ponto que podemos passar intocáveis por qualquer caminho então. Ri-se à toa como se fossemos donos do melhor humor e sorte já existentes. Caminhamos tal como uma pluma e saltos seriam tão fáceis de se manejar que preferimos ignorar. O sintoma mais aparente é o sorriso constante em nosso rosto. Queria eu que todo ser pudesse desfrutar de tal estado de paz.
A máxima gratidão não seria suficiente para manter todos os agradecimentos que poderíamos dar ao caminho que por momentos parece nos desafiar e com isso testar a perseverança do aventureiro mas com um pouco de força de vontade consegue-se passar por todos as dificuldades e cair direto nas graças da amada e querida felicidade.
Temo por então, que agora, uma vez obtida a chave para a porta que nos faz outros a dor ao perde-la seja tamanha que não posso imaginar suportar. Por isso aconselho-te quando conseguir uma dessas preciosas chaves guarda-la como se fosse parte integrante de ti mesmo e nunca, em caso algum, dê essa chave para espertos e ciumentos que nos fazem crer que são puros em seus pensamentos. Dê-lhes dica sobre o caminho a trilhar, mas nunca partilhe de sua chave que a tanto custo foi alcançada.
Não sei se fui claro, mas por essas linhas espero que saiba que mesmo o mais incrédulo dos homens possa um dia vir a crer na validade da esperança. Árdua e seca pode ser a trilha, mas os prêmios que se tem à frente são valiosíssimos. Espero amigo que fique bom logo dessa mazela que lo aflige a alma. Fique certo, ser feliz é uma condição, e aquilo que disseram um dia para nós é falso. A vida pode ser bela sim, se acreditarmos, se buscarmos, se um dia formos tolos o suficiente para acreditar no caminho.

De seu eterno amigo......
leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 02/07/2005
Código do texto: T30354
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Sobre o autor
leandroDiniz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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3 e-livros (430 leituras)
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leandroDiniz