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CARTA PARA A MULHER QUE EU AMO

Escrevi esta carta quando tinha 16 anos e a guardei. Restou um papel amarelado pelo tempo, testemunha de um amor puro e belo entre dois jovens que seguiram caminhos diferentes e nunca mais se encontraram.
No entanto, quantas vezes sinto o perfume da minha garota e deixo correr uma lágrima de saudade ao lembrar do meu amor juvenil.

Minha Linda e Adorada Garota:

Um dia eu tive um sonho. Sonhei que tinha encontrado o grande amor de minha vida. E no meu sonho vivi momentos de intensa felicidade. Meu Deus, como o mundo ficou bonito depois que te conheci. Como eu era feliz. Tudo era motivo para alegria.
Eu só tinha um pensamento: Sim, eu só pensava em VOCÊ! Acordava e ia dormir pensando em você. À noite, em meu quarto, imaginava você ao meu lado. Teu nome martelava o tempo todo em minha cabeça. Tornei-me poeta. Fazia poesias inspirado pelo grande amor que se instalou em meu peito. Sonhava acordado, como um adolescente. Fazia planos, imaginava passar dias ao teu lado. Queria andar de mãos dadas contigo pelas estradas da vida, viajar, conhecer lugares diferentes em tua companhia.
Ganhar um beijo teu era a suprema felicidade. Aninhar-te em meus braços e sentir o calor do teu corpo era atingir o nirvana.
Mas, a vida não é como a gente gostaria que fosse. Você tinha teus compromissos familiares, assim como eu. Nunca fomos aventureiros; somos pessoas com o pé no chão. Talvez sejamos até responsáveis demais. Ou quem sabe esse excesso de responsabilidade nos faça ter medo de ferir outras pessoas e receio que o sonho seja diferente da realidade.
Surgiram dificuldades. A vontade de estarmos juntos foi ficando cada vez mais difícil de ser realizada.
Muitos planos não se concretizaram. Você não podia; eu não podia. Começamos a nos ver de forma cada vez mais descompassada, ou  nos víamos, mas não estávamos a sós. Os abraços e os beijos já não aconteciam. Eu tinha medo que nos distanciássemos. Apenas as ligações telefônicas ainda nos unia. Percebi que um “eu te amo” teu estava ficando mais raro. E eu precisava tanto ouvir uma demonstração de amor.
Você estava distante. A saudade aumentava, doía no peito. Eu queria ver a minha Garota Adorável. Arrumei minha mala e parti em direção à felicidade. Ia matar a saudade que me sufocava. Ia cobrir-te de beijos. Meus braços seriam pouco para tantos abraços. Esperei por você. Preparei os ingredientes para um belo café manhã: Morangos maduros como da primeira vez, chocolate, frutas, sucos, você e eu, mais ninguém. E então, o telefone tocou... Era você. Pisei em falso, quase capotei, senti o céu desabar, desilusão. Não conseguia responder, quase fiquei mudo. Você não viria mais. Como é que eu escondo toda esta decepção que estou sentindo? Você não tem culpa. Eu sei entender a situação, mas não sei aceitá-la. Como é difícil ter alguém para amar, mas não poder nem sequer vê-la.
E agora? Vou deixar de sentir o sentimento puro de amor que eu sinto desde o dia em que a conheci? Como, se na minha memória ficou gravada aquela cena da garota olhando em minha direção e eu sem poder deixar de expressar um sorriso na face, um sorriso de alegria, de felicidade, de satisfação por ver aquela criatura tão meiga me olhando. Lembro-me que tive ímpetos de abraçá-la e dizer: fica comigo, fica comigo para sempre, nunca mais se vá, venha ser o amor de minha vida.
Minha princesinha linda, minha Garota, meu sonho, meu amor! Não sei o que faço. Não posso ter você nem por um momento e, no entanto, parece que não sei viver sem você
Cleomar Gaspar
Enviado por Cleomar Gaspar em 23/06/2012
Reeditado em 03/08/2012
Código do texto: T3740543
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cleomar Gaspar
Curitiba - Paraná - Brasil
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