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CARTA DE AMOR Nº 1


Jorge,
A vida nem sempre nos contempla com a felicidade. No entanto ás vezes ela não está longe de nós. Basta apenas um toque mesmo ao de leve e ela aparece como por encanto. Revendo na minha mente o que foi a nossa relação de um ano e dois meses, acho que faltou esse toque ao de leve. Chegamos a ter tudo para sermos felizes: Paixão, amor e uma boa cumplicidade.
Porém, essas qualidades não puderam resistir a certos fatores tais como intromissão alheia na relação e ciúme tanto da tua parte como da minha.  Daí a sua decepção em relação á minha pessoa. Eu também fiquei decepcionada, com certeza cheguei a exigir de você o que naquele tempo o Jorge não me podia dar. Por causa de tudo isso faltou aquele toque ao de leve para fortalecer a nossa relação e por tal motivo ela quebrou. Quando se vive uma grande paixão, tal como a que nós vivemos, deixamos de ver certas coisas importantes. Embalados no que nós pensávamos ser amor não enxergamos mais além. Um poeta escreveu estes versos:
Paixão é fogo ardente
Um sentimento premente
Que impede toda visão
Essa pessoa apaixonada
Está dormido, embalada.
Num sonho mera ilusão.
Em parte foi verdade no nosso caso.  Na maioria das relações apaixonadas quando aquela paixão ardente se apaga, não fica mais nada. No entanto entre você e eu, apesar de tudo, estou segura que ficou algo. O fato de te estar escrevendo esta carta, o que não está sendo fácil, é uma prova de que nas cinzas desse fogo intenso vivido por nós, ainda sobrou amor. Estou sabendo que você também ainda sente amor por mim. O mesmo poeta descreveu o verdadeiro amor (Ágape em grego) desta maneira:

Ágape era o mais altruísta
Tudo dar sem nada receber
Tal amor se deve cultivar
Amor ágape jamais é egoísta
Em toda relação devemos ter
Este modo tão especial de amar.
Eu estou disposta a te dar esta espécie de amor. Se você deseja entrar de novo em uma relação tendo este amor como base, eu penso que isso vai ser o toque ao de leve para que sejamos felizes. Porque não recomeçar sobre a base do amor genuíno? Não teremos nada a perder, mas muito a ganhar!
Quer tentar? Eu quero!
Sandra
Autor: Victor Alexandre

Victor Alexandre
Enviado por Victor Alexandre em 25/09/2005
Reeditado em 30/04/2007
Código do texto: T53757
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Victor Alexandre
Bélgica, 72 anos
274 textos (86545 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 12:24)
Victor Alexandre