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Carta de Amor por Maria!

São Paulo 09 de setembro de 2003



Meu amor...


Eu procurava as estrelas, nas noites mais claras, para com seu brilho, encher os meus próprios olhos, embotados em meio a lagrimas.
Meu amor, eu procurava nas estrelas, algo que até fosse superior a mim mesmo, pois não me achava forte, e na grandeza dos astros queria espelhar a mim mesmo.
Querida, os caminhos que via a minha frente, todos cheios de incógnitas, me davam medo... O medo do tempo, que me corroia mesmo a contra gosto, era enfim medo da vida... Como um ser vivente pode temer aquilo que o anima?
E entre o céu e a terra, vagava o meu pensamento, de certo inexperiente, vago, na tenra idade, imaturo, inconseqüente.
Passos titubeantes, inseguros, vagos...
As idéias tão etéreas, eis enfim a minha mocidade.
Meu amor, não sei a que tempo, me dei conta das coisas da vida, da forma que se apresentam, mesmo assim, vivendo, eis-me aqui com o pensamento voltado para você!
Você não é uma divindade, que suplanta a tudo e ofusca a todos... Você é uma pessoa divina que suplanta a tudo e ofusca a todos! Mas que também se recolhe em si mesma. Que tem a nítida noção do que é e do que quer.
Eu estando a teu lado, vi se desfazerem sonhos, vi se construírem planos e outros serem realizados...
A seu lado a natureza mística das coisas tomou o seu devido matiz... A natureza humana se desdobrou em sua real realidade.
Estando ainda sob o céu, estou também sobre a terra, e os caminhos são em si também outras possibilidades...
Tenho ainda medo daquilo que não conheço, mas não tenho mais medo de descobrir o que traz em si o desconhecido.
A vida a teu lado se mostrou cheia de obstáculos, aos quais penso ter em muito superado. Maturidade? Amor, isso sim...

Amor por você, visto que você me mostrou uma outra forma de amar.
Amor por mim, pois eu me amo muito mais.
Foi de certo, estar a seu lado, compartilhando, que propiciou estas tantas mudanças em mim.
E acho que eu também mudei um pouco você, embora aquilo que somos não é alterado por ninguém, apenas por nossa vontade, por nossa perseverança!
Quando falo em compartilhar, digo, sem medo, que eu me dei da forma que eu poderia me dar... Derrubei barreiras, despi de máscaras, fantasias, disfarces, te mostrei meus medos, minhas fantasias, meus desejos coloquei em suas mãos para que os pudesse conhecer, aprovar ou não!
Enfim me permiti ser conhecido, para poder conhecer... Quis de todas as formas merecer a sua atenção, o seu carinho, o seu amor...
Você que era mais madura que eu, que não tinha estas barreiras para vencer, se fez conhecida para mim de pronto...
Quanta coragem!
Quanto amor!
Quanta paixão!
E a vida segue, e seguimos juntos, dadas as mãos, entrelaçando os dedos vez e outra, como antigos adolescentes...
E eu te amo, ainda que isso não lhe fale constantemente. Ainda tenho silêncio em mim... Mas até isso você vem mudando...
Tenho também tantas gargalhadas, tão estrondosas...Quantos sorrisos, mais tímidos e recatados...
Sim, ainda tenho pudores... Ainda tenho recato, sobre o nosso amor, por exemplo, sobre os nossos beijos, carinhos e afagos... Mas nos dois sabemos que há horas que não há nenhum recato... Nós sabemos o quanto é bom estas horas!
E por conta de você ainda sonho agora. Ainda versejo, ainda procuro estrelas e auroras, mas apenas para estar contigo, lado a lado, mãos dadas, dedos vez e outra entrelaçados, como antigos adolescentes de
outrora... Penso que nosso amor não é desse tempo que corre agora, tempo sem tempo de amar e ser amado...
Penso que nosso amor é mais antigo, dum tempo que não tinha tanta pressa, que não escorria por entre os dedos... E entre meus dedos tenho tido as mechas de seus cabelos... Em meus dedos tenho sentido a maceis de tua pele...
E assim vão se indo as horas, eu aqui pensando em você, agora! Para logo mais estarmos juntos... O tempo esta frio chove lá fora!
Não em nós, nem agora!
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 26/09/2005
Código do texto: T54070
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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