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R

Caro personagem, do nome uma marca... uma presença. Conversemos. Independentemente doutras razões, as razões são sempre válidas. Vá... isto é verdade, lidas. Não vale a pena chover no molhado, já não seria o primeiro a pensar, dizer ou tropeçar neste considerando: "Não me entendem! Estou demasiado avançado para a época", bom comentário para o Calvin.
Antecedido pelo título, "Dicas do I Ching", leio: "Aprenda a adaptar-se! Isso significa que deverá saber quando atuar e quando descansar, quando falar e quando calar-se. Adaptar-se significa..."  saber ler os sinais, digo.
http://www.ogrupo.org.br/informativo/boletim.htm
Vou pois deixar o tempo chegar ao Futuro, talvez se volte a falar de Narrativa Simples. Mas, como hoje fica entre o ontem e o amanhã, deixemos acontecer o que ontem ainda era Presente.
Queira-se ou não se queira, os melhores personagens das nossas histórias são ou serão as pessoas que as lêem. No entanto, não pode o narrador ser deposto! Ele tem de ficar no seu posto, se não acreditarmos nele está o caldo entornado e fica "o barco" sem rumo... à deriva. Não é que seja mau andar à deriva, pode é não se ir a lado nenhum.
Chegados aqui, tu aí e eu aqui, encontramo-nos. Essa é a beleza da coisa, a coisa da beleza, a beleza da escrita! Tudo isto para escrever, mas sobretudo para dizer, é bom que se entenda..., preciso de ti.
Falemos então do que ando a fazer (passar este Presente para o Passado), estou a tentar fazer... uma coisa que fiz: a heterobiografia do Assim, assim como ele a fez ou os seus personagens, heterónimos ou não. Ninguém diz que seja uma coisa simples, não pode é ser uma coisa difícil. A vida não é difícil, nós é que a complicamos. Depois as coisas são como são, antes de terem nome todas elas são coisas. Também assim é... esta coisa, uma carta sem nada demais.
Escrevo a partir da necessidade que temos de falar de nós e das coisas, alguém já teve a ideia de identificar três categorias de pessoas: as que só sabem falar dos outros e delas mesmas, são pessoas sem horizonte, cercadas por si e pelos outros não vêem além; as pessoas que gostam de falar de coisas vêm a seguir, gostam disto e daquilo, de saber como se faz ou desfaz, a sua curiosidade abre horizontes; as pessoas que gostam de falar de ideias, essas são as verdadeiras construtoras dos horizontes humanos: da religião ao mundano, da arte à ciência, da política às finanças, do tudo e do nada que tudo é, especulam.
Qual o papel dum romancista na raça humana? Não vou especular sobre esse assunto, apenas me permite dizer que Assim é poeta, eu sou poeta e, Angela, a personagem feminina do romance, é poesia... como todas as mulheres para um homem que as preze. A criança da criação do poeta ainda não era e foi, é Sofia.
Caro R, vou falar para o teu público, os leitores. Declamando, com a voz mais normal deste mundo: - Para que não falte dizer nada, que é quando está tudo dito e não se pensa em mais coisa nenhuma, acabo por fim, sem Fim. R, Rô e Ricardo são tão diferentes como três pessoas diferentes: Rô é poetisa, Ricardo Conceição é um poeta, R é um_a personagem que escreve contos, afirmações redutoras que reduzo à ínfima espécie, acabando.

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“tea” - Assim - Poesia
http://www.usinadaspalavras.com/index.html?p=ler_texto&txt_id=7138&cat=15

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NARRATIVA SIMPLES – 5

Parte II-2
2

    Angela
Assim te chamaria se quisesse procurar o teu nome "sobre o rosto" dum anjo. Inventaria a tua vida como quem lê dia a dia palavras sopradas pelo acaso, tu serás o meu caso. Este momento é limiar e mágico, uma vez ultrapassado entras no segredo. Só posso dizer o mistério, o teu rosto.
Para o rosto dum anjo não sobram penas das asas, só as humanas emoções dele nos dão imagem. Imagens como as memórias dos dias, recordações da vida. Para comunicar usarei a voz, onde vós sereis sobrenatural, a descrição dum ser (sexo, céu) para o teu nome.
 
A poesia do corpo é a minha alma,
eu sou o poeta da vida!
 
Sempre, para cada momento
- o rosto do anjo, o seu rasto
   
Pórtico

A vida não tem um segredo, nem alimenta uma verdade, a vida é vivida. Mas é o segredo que constrói a maravilha, a maravilha vai dar origem ao imaginário, o imaginário cria a natureza, a natureza é humana.
O rosto dum anjo não tem asas, este voo é como o silêncio antes do povoarmos de palavras. É preciso conhecer o medo como uma noção estranha à nossa realidade; aventura o devir da ventura. Bem aventurados, sempre!...
Ainda não é hoje que começo a ler-te, mulher que irei namorar nesta escrita. Nela vivo do amor, a minha fé; nunca lhe dando religião os habitantes da região medíocre e terrena duma prática onde a poesia vive o sonho sem acordar dois corpos numa só alma, só-nós! Vida do talvez, quando é a vez do momento e um único corpo habita uma só alma.
Sou aquela loucura que mete medo ao susto, apenas para fazer a propaganda do paradigma narrativo. Um bom motivo para esperar que o dia de amanhã aconteça sempre, hoje de novo.
 
        Faz uma promessa...
                   
        Faz uma promessa se quiseres sentir
        a loucura mansa do fogo
        no coração de virgem perdida
        em qualquer capela com
        "o coração de Maria"?
 
        A mim toca-me
        o abandono das imagens,
        escadas de incêndio extensíveis...
 
        Procura compreender as razões!!
        (existe uma só em cada par de bandarilhas)
 
Cá temos nós uma bela carta,
beijos azuis.
 
II
 
Oito dias depois...


{passo a trocar a narrativa por comentários, simbiótico processo: feito indevido a indevido, processo indiviso}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 04/10/2005
Reeditado em 04/10/2005
Código do texto: T56567
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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