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"Relatório"

Relatório: Curso de formação – Dom Bosco.


“Que os meus olhos possam contemplar, diariamente, o encantamento do sol ao nascer, que da vida possa eu recolher flores, donde espinhos brotam; que da tortuosa estrada trace apenas linhas retilíneas e que de lágrimas eu possa fazer verter risos”.


Creio que aprendemos muito mais do que ensinamos, pois é na descoberta e no renascimento que justificamos nossas próprias atitudes, muitas vezes abafadas pela teimosia ou até mesmo pela “soberba”. 

O curso que fora ministrado pelo grupo Dom Bosco teve, para mim especificamente, um valor moral inenarrável: enquanto refletia sobre minhas atitudes, evoluções e erros, o mundo a minha volta respondia. Refiro-me ao segundo palestrante, que no momento me foge o nome. Após o encerramento da sua palestra, dirigi-me ao mesmo e agradeci pelas reflexões ora oferecida, enquanto ser humano fora eu tocada por um grande sentimento de gratidão: “somos vitoriosos por estarmos aqui, conduzindo vidas, estreitando caminhos e proporcionando mais vida em vidas sem vidas”, confuso isso, mas de um conteúdo repleto de verdades.

As demais palestras também atingiram seus objetivos, embora técnicas, não poderiam ser esquecidas ou até mesmo enaltecidas, cada qual com o seu devido valor. 

Há alguns dias atrás, ao substituir o professor Ivair de História, numa sala do Ensino Fundamental, tive o contato com um aluno especial. Como não poderia deixar de acontecer, não lembrarei do seu nome, mas nunca esquecerei do seu gesto ao perceber o quanto ficara feliz por alguém elogia-lo. Explico: solicitei aos alunos que redigissem uma floresta, deveriam descrever a floresta deles, com características que somente eles poderiam ver. As linhas descritas por este aluno; não levando em conta os deslizes ortográficos, mostrou-me o quanto ser criança é valioso.

Alguns jovens precisam muito mais do que um espelho para verem a sua própria imagem, e para tal tarefa; tenho na Literatura uma poderosa aliada, e porque estou relatando isso? Por que imaginei um jovem tentando descrever sua floresta sem utilizar os braços, pela falta destes (assim como o jovem que tocava violão utilizando os pés, mostrado na palestra em questão). Lidar com diferenças sempre foi e sempre será um desafio para o humano, pois este fora doutrinado numa sociedade vorazmente consumida pela busca da perfeição, seja ela na estética (físico) ou no conteúdo (que deveria ser prioridade).

Poderia ficar horas a fio descrevendo todas as minhas sensações durante o curso, mas deixaria de ser a profissional e passaria a ser a encantada aluna, o que de fato jamais deixarei de ser.

Agradeço a direção do colégio pela condução oferecida, sem a qual seria um pouco mais difícil; não digo impossível, assistir ao curso.

Ademais, agradeço ao coordenador Ivo, por jamais dispensar qualquer atenção ao grupo de docentes.


Sem mais,

Agradecimentos.

Anita Fogacci
Professora Literatura.

Santo André, 28 de Agosto de 2007.
Anita Fogacci
Enviado por Anita Fogacci em 28/08/2007
Reeditado em 10/01/2008
Código do texto: T628395

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Sobre a autora
Anita Fogacci
Cabreúva - São Paulo - Brasil, 45 anos
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Anita Fogacci