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Fim Da Linha

Se menosprezasses o que sinto não estarias aqui. Sou grata que me ouves. Pelo menos tu. Mas preciso lhe dizer que dentro de mim não há mais o que buscar.
E não há mais como superar tudo isso porque não está em mim mudar. "Tudo deve ficar como estar e não nos cabe lamentar", foi a frase que ouvi.
Então porque vou me rasgar ao meio para tentar achar uma saída se não há. Se ela não está em mim? Não há mais nada que eu possa fazer.
A minha estrada chegou ao fim. Daqui não posso mais ir. Não há mais para onde andar. Não há mais trilhas. Elas foram todas queimadas. Delas só pedras e ervas daninhas existem. Agora meu caminho terminou.
Não posso mais andar para frente, porque a história não é mais minha. Quem a escreve assim é que deve continuá-la agora.
Resta saber se ainda farei parte. Resta saber se ainda quero fazer parte.
Trava-se dentro de mim uma luta muito grande outra vez. Uma batalha feroz.
Um anjo que me diz para voltar para casa e outro que me estimula a continuar.
E quando olho ao redor, quando contemplo meu mundo real, e quando reflito que até ele já sofre pela minha decisão de estar aqui, e quando vejo que aqui não existe amanhã, não há futuro.
Quando ouço o sol dizer que foge do futuro em fogo e dor... e quando sua única expressão é: - Desculpe-me e obrigado -, eu penso que minha estrada chegou ao fim...
Maria
Enviado por Maria em 11/09/2007
Código do texto: T648431
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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