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Por quem os sinos dobram

Não me pergunte o que faço essa noite na sua porta de entrada
Não me peça pra ir embora pois sabe que não vou;
Não lance sobre mim esse ar condenante e julgador, e nem finja que não sabe o que faço aqui
Apenas me ouça, pois eu já não tenho mais alma pra guardar comigo tudo o que acontece comigo.
Eu corri muito pra chegar e nem se quer sai do lugar, pois eu nunca fui embora daqui, não de verdade.
Eu viajei por muitos outros mundos mas enfim eu encontrei você.
Eu deixei que seus lábios me dissessem o que era preciso, mas não aceitei que seus olhos não podiam mais me ver, nem se quer me olharam quando tudo se perdeu no seu não.
Não me pergunte por quem os sinos dobram, sabe que eles dobram por você, sabe que eu nunca parti;
Sabe que estou sempre a espera, de um olhar condenante, de uma palavra que escapou, de uma chance...
As vezes até tento desistir, mas meu coração não deixa, se eu cair, pode ter certeza estarei de pé no instante seguinte só pra te ver passar.
E se em mares distantes tiver que te buscar, não se preocupe, so olhe para o lado e me verá.
Sempre...
Abra a porta e me deixe olhar seus olhos, me dê a mão, pois eu preciso dela pra me segurar, por favor me diga que vai ficar comigo nessa porta de entrada e que amanhã vamos entrar pra tomar café.
Por favor, vem comigo contar estrelas novamente, alias quantas contei da última vez em seu olhar, dez, cem, e olha que faz tanto tempo, hoje devem existir milhares.
Olha que luar está reluzindo aqui fora, não pergunte onde vamos, apenas venha comigo, porque eu te amo.
Quero te mostrar os lugares que queria estar com você, quero te mostrar o homem que me tornei na sua ausência, quero te mostrar o que sou na sua presença, quero me mostrar pra você como nunca fiz antes.
Mas pra isso abra a porta...
Feche os olhos e me deixa te beijar, fecha os olhos e viaje comigo nesse instante maravilhoso que nos segue a séculos, apenas feche os olhos.
Voltei pra te dar o abraço mais apertado que houver, estou aqui pois vim beijar os lábios que desejo desde de quando resolvi que seria seu meu coração, vim te entregar minha alma, vim te mostrar que te amo, e que eu não consegui ficar longe...
Apenas vim, e quero que me aceite, por favor, me devolva o ar, me ensina a caminhar de novo, me dê a mão, venha comigo...
Deixe que os caminhos se cruzam, e o destino se revele em apenas um beijo.
E não pergunte nada, nem de onde venho, ou pra onde pretendo ir, temos tempo, e com o seu passar descobrirá tudo, por que eu vou te contar...




Nathalya Etchebehere
Enviado por Nathalya Etchebehere em 18/09/2007
Código do texto: T657875

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Sobre a autora
Nathalya Etchebehere
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 32 anos
252 textos (22928 leituras)
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Nathalya Etchebehere