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Nossa orquestra

   Mesmo num dia como esse, de verão, meu coração insiste em parecer frio. Minhas esperanças sobrevivem com doses do que era nosso, ou até mesmo do que nem aconteceu entre nós. Um beijo, talvez. Um beijo incomum, anormal. Nosso beijo despertaria sentimentos ocultos, nunca antes vividos com tamanha intensidade. Um beijo sem direito a intervalos, mas esbanjando seu jeito, seu desejo, seus carinhos... E despertando em mim a vontade infinita e imortal de o amar e de ser amada; e então juraríamos amor eterno, juraríamos sorrisos e falaríamos de coisas exageradamente fúteis. Obviamente não temeríamos perder o juízo por completo, afinal, a única certeza que crescia dentro dos dois corações seria a de amar um ao outro pelo resto dos nossos dias. E quando (ou se) cansássemos de nos beijar, cantaríamos canções no ouvido do outro, misturando melodias e inserindo pausas de risadas soltas nos compassos atrapalhados, com o repertório feito pelos sorrisos. Alteraríamos o tom e pareceria ridículo, exceto pelo feto de que nada é ridículo quando se ama inteiramente alguém. Então ignoraríamos as falhas e a voz trêmula, e cantaríamos a noite toda, até o sol nascer num céu rosado, e daí nos despediríamos com dificuldade, e nos separaríamos, e sofreríamos a distância nos mesmos momentos. Do mesmo jeito que me encontro agora, imaginando como seria essa noite tão elaborada, que começaria simplesmente com um beijo...
Oak
Enviado por Oak em 25/09/2007
Reeditado em 20/09/2010
Código do texto: T668276
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Sobre a autora
Oak
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 23 anos
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