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Monólogo de uma Aniversariante

Há exatamente “alguns anos” do dia 30 de setembro, eu estava chegando a este mundo. Quanta expectativa! Os familiares aguardavam ansiosos pela chegada da caçula. Seria linda ou feia? Com certeza esta era a pergunta que todos faziam a si mesmo ou ao vizinho. Não importa, todo recém-nascido é bonitinho mesmo, parecem todos iguais, da mesma linha genética.

O que sei da época de criancinha é o que ouço minha mãe falar. Isto acontece algumas vezes quando percebe em mim marcas desse tempo. E foi assim que certo dia, olhando para o meu dedo anelar, ela solta um sorriso meio sinistro e culpado e diz que o defeito que eu tinha na unha era devido a um ossinho de galinha que escapou da minha mão e foi parar embaixo da cadeira na qual estava sentada, e não percebendo minha ida veloz ao encontro do osso, baixa a cadeira e machuca meu dedinho, ficando apenas a marca branca e dolorida da unha. Doeu? Não lembro era bebê (risos), tinha apenas dois aninhos.

Tempos de meninice. Ah, isso dá para lembrar! Sapeca sem limites, aprontava todas. Coitada da minha mãe! As travessuras eram ilimitadas: brincava, brigava, apanhava. Mas apanhava nas briguinhas de rua, claro, apanhar da minha mãe jamais, pois, segundo orientação médica, teria que ficar até certa idade sem passar por nenhum ato que me fizesse chorar devido um problema no esôfago. Ainda bem que esse problema teve seu lado bom, fiquei livre de levar algumas surrinhas.  Ufa...quanta coisa aprontei! Porém, como diz o ditado, “vivendo e aprendendo”.

Tempos de escola. Tempos estes gratificantes e coloridos, minhas aventuras de adolescente foram mágicas, algumas surgiram como num passe de mágica. As idas para escola eram aguardadas com ansiedade, afinal era o único lugar que tinha para ir, além das visitas vespertinas às amigas com hora contada para retorno. Fiz muitas amizades, desfiz algumas... Coisas de jovem.

Tempos de Faculdade. Nossa quanto aprendizado, quanta história vivida num ambiente com tanta diversidade de pensamentos e opiniões, mas fiquei convicta de que a heterogeneidade é fundamental nos grupos de trabalho, estudo, etc., pois me levou a perceber que era única, com minhas particularidades, ninguém era igual a mim e isso me alertou sobre a convivência, a maneira de aceitar o outro também com suas peculiaridades, seus pontos de vistas diferentes, e  foi isso que me elevou, de certa forma, como ser humano, me estimulou a continuar a caminhada, pois percebi que aceitar o outro com seu modo de ser é uma grande virtude e um grande estágio nesta vida terrena.

Agora quero falar da maior escola, a escola da vida na qual estou matriculada sem tempo para conclusão dos estudos, afinal ela é eterna, nunca tem fim. Estou falando da escola da fé, a escola que Deus preparou para seus filhos amados e na qual me incluo como aluna. E confesso que ainda tenho muito que aprender, os assuntos são complexos, carecem de discernimento e sabedoria para penetrar no âmago do meu ser. As provas são sempre de questões subjetivas, pois é preciso analisar cada assunto, cada momento, para se chegar a um denominador comum. Estou longe de alcançar um dez nesta escola, dificilmente alguém tira um dez, pois só tira esta nota os perfeitos, e perfeito mesmo só o professor: DEUS.

Não posso, em hipótese alguma, deixar de mencionar nestes escritos as colunas que sustentam minha vida, as pedras fundamentais da minha existência, meus grandes tesouros: Eliza, Uiran, Eliran, Eliziran, Valentim, Valéria, Bruno, Raquel, Ellen e minha querida tia Zuzu. Esta é minha família. Pequena não? Porém grandiosa no amor. Entretanto, gostaria de pedir desculpas aos demais e destacar duas pedras preciosas, elas que são a água que matam minha sede, o sol que me ilumina, luzes do meu caminhar, rosas do meu jardim: ELIZA e ELLEN. Amo-as mais que a mim mesma.

Tenho ainda outras famílias importantes e que são essenciais no meu viver diário: os amigos do trabalho, meus queridos alunos e meus irmãos em Cristo. Todos eles são importantes na minha caminhada, com eles aprendo e cresço a cada dia, me incentivam na busca dos meus ideais, me alegram, me estimulam. Também trocamos idéias, compartilhamos nossas dores e alegrias, sonhos e projetos, objetivos e esperanças. Obrigada por fazerem parte da minha vida.

Estou quase finalizando, todavia não posso esquecer de mencionar um ser iluminado e angelical: Meu Anjo da Guarda. Aquele que me protege, me aconselha, me põe no colo quando estou triste, me dá asas e me ensina a voar. Ele que está tão longe e ao mesmo tempo tão perto, um enviado de Deus para me proteger.

E assim vou seguindo, traçando metas, alcançando alguns objetivos, caindo aqui, levantando ali, ensinando e aprendendo, procurando dar o melhor de mim em tudo que faço. Não esquecendo que sou normal como qualquer outro ser humano, sujeita a erros e acertos. Ainda tenho muito que aprender, a vida está apenas começando, sei que com a ajuda do meu bom Deus seguirei firme neste mundo tão cheio de incertezas.

Espero em outras primaveras poder estar aqui novamente contando mais fatos da minha vida, esperando em Deus que ele me dê essa oportunidade, mas também ficarei feliz se nesta mesma data não estiver narrando a minha própria história, apenas vibrando lá do céu quando vir alguém contá-la por mim, com amor, entusiasmo e carinho, lembrando que fui alguém que deixou uma sementinha plantada no coração de cada um que cruzou meu caminho.

Um abraço e até o próximo ano com mais fatos inéditos, se Deus assim me permitir.



Elian Maria Bantim Sousa
Enviado por Elian Maria Bantim Sousa em 30/09/2007
Reeditado em 01/10/2007
Código do texto: T675329

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Sobre a autora
Elian Maria Bantim Sousa
Coelho Neto - Maranhão - Brasil
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Elian Maria Bantim Sousa