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Carta de um jovem angustiado.

19/01/2006 às 09h00min
Esta é uma carta de um jovem batalhador, que saiu de sua terra natal para estudar e conseguir dar uma vida melhor a sua família que era muito humildade.
Assim ele escreveu:

A solidão que mata...

Todos nós passamos por momentos difíceis onde só pensamos no pior.

Eu não sei o que mais posso fazer, parece que a vida já não é mais vivida, somente sofrida. Onde está o amor? As pessoas? Os sonhos? Todos estão dizimados, parece não haver mais razão pela qual vivemos. Ou, se existe, qual seria? Não sei meus caros...
Temos muitos sonhos que tanto contribuem no intuito de nos fortalecer, jamais nos deixar desistir, porém, ao tempo em que procuramos-nos parece não haver mais nada. Para onde foram? Ou, por descuidos, esquecemos pelos árduos caminhos da vida, e, nem se damos conta, somente agora percebemos, porque só agora compreendemos seu vitalício papel na vida de todo ser humano.
Tentamos fazer o melhor. Ajudar, amar, tudo isso com muito prazer, mas dificilmente, encontramos alguém capaz de compreender-nos. Os reconhecimentos, muitas das vezes, deixam transparecer a mais pífia falsidade, em outros casos, só aparece após a morte.
Hoje estou alegre, amanhã estou deprimido, ou melhor, sempre deprimido. Será que estou sozinho neste mundo? Porque tudo é tão difícil?
A felicidade em mim habita somente por fora, tento convencer-me de que tudo acabará bem, mas engano a mim mesmo, não sei... Talvez eu esteja errado.
É muito difícil as pessoas olharem para você e não compreender que, o que você mais necessita, não é de dinheiro, uma boa faculdade ou diversão, mas algo que consiga preencher o vazio que habita dentro de nós, o mais intenso desconsolo.
É fácil me criticar, pior, raramente estou certo. Porque comparar sofrimento material, se o meu maior sofrimento é a angustia, a solidão, o sentimental, a saudade dos velhos tempos? Quero muito realizar todos os meus sonhos, mas as portas perece estare fechadas. É incrível como a depressão causada por todas estas necessidades, está acabando comigo. Estou chegando ao extremo, não sei mais como agir, já pensei em tudo de ruim, mas compensaria colocar eu mesmo em xeque? Novamente, não sei!
Quando reflito, percebo que minha juventude está passando e me pergunto o que estou aproveitando dela. A resposta é a mais obvia possível: nada, simplesmente, nada...
A solidão está me destruindo aos poucos, a cada dia, sem ter sequer um minuto de consolo. O que posso fazer? Só queria ser feliz, pelo menos um pouco, ter alguém que me compreendesse.
Nesta constante, meus dias rolam depressa, e o que posso fazer? Quando tudo mudará ou mesmo, acabará?
Queria explicar tudo que me passa neste momento, mas não consigo. Jamais conseguirei.
Triste dia de um jovem sonhador.
ARNALDO FILHO Lima da Silva
Enviado por ARNALDO FILHO Lima da Silva em 01/10/2007
Reeditado em 20/11/2008
Código do texto: T675730

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Sobre o autor
ARNALDO FILHO Lima da Silva
Araguaína - Tocantins - Brasil, 29 anos
42 textos (6097 leituras)
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ARNALDO FILHO Lima da Silva