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Meu suspiro poético( À um grande amor)

No seu rosto marcas de uma infância maravilhosa, as brincadeiras de rua, que hoje nem existem mais...
Nos seus olhos traços de uma adolescência quase imortal, a primeira namorada, a primeira vez sempre é inesquecível e o brilho que até hoje existe no olhar...
Na sua boca, a voz suave e rouca de um homem sincero, de um homem que já amou, já foi amado, já deixou e também já foi deixado.
Nas suas mãos a força de uma maturidade, é incrível como as movimenta para explicar suas loucas teorias da conspiração...
No seu corpo, feridas que ninguém nunca conseguirá cicatrizar, as vezes interpreta melhor que a própria voz.
No seu sexo, o menino descobrindo a menina, o homem amando a mulher.
Já no seu coração, a mágoa, o Amor passado, o atual, as lágrimas que nunca mostrou ter, um coração que apenas bate, guarda dentro de si crimes inafiançáveis, segredos irreveláveis e que sempre buscará mais, onde quer que esteja...
No seu rosto, a marca do meu batom, deixado pela última vez que nos veríamos, lembra???
Nos seus olhos, a visão de um último abraço, desesperado talvez, na verdade te implorando pra não ir.
Na sua boca, um beijo jogado ao ar, enquanto o onibus já saia do lugar.
Nas suas mãos, o nosso destino lançado ao longe, bem longe de nosso alcance, lembro-me até de quando me disse que se não tivesse que ir, o quanto estaríamos bem, e estaríamos mesmo...
No seu corpo, o meu corpo, a saudade de nosso jeito carinhoso de fazer amor.
No seu sexo, o desejo, a minha força, o nosso sexo.
Já no seu coração, sabe DEUS, se alguém habita o que era meu...
... se é que era meu!!!
Um refúgio da saudade, enquanto no rádio começa a tocar Paralamas, e Hebert Vianna fala que "saber amar é saber deixar alguém te amar", eu me lembro da sua voz cantando a mesma música pra mim.
Queri atanto voltar pra casa e te encontrar...
Encontrar seus livros jogados, sua face com barba que alias eu sempre odiei, seu jeito se´rio, sua risada, você...
Eu é que fico sorrindo quando lembro de você...
Eu te amei, nunca quis, mas amei, amei seus abraços, amei seus defeitos, amei seus filhos, amei sua voz, e depois amei você...
Não enxugo mais minha lágrima, agora que você não está aqui pra me dizer que "grandes garotas não choram" não há motivo pra segurá-la em mim...
...melhor que caia!!!
Sinal que não sou tão grande assim e nem quero ser, prefiro a menina que aprendeu a sorrir, e a vestir como uma mulher.
Momentos sem você onde a saudade é tudo o que me restou...
Nathalya Etchebehere
Enviado por Nathalya Etchebehere em 22/10/2007
Código do texto: T704605

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Sobre a autora
Nathalya Etchebehere
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 33 anos
253 textos (23046 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 09:44)
Nathalya Etchebehere